Estive filosofando sobre amores platônicos lá pelo twitter. Não sei, cheguei no Rio pensando no assunto.
O que você entende por amor platônico? Li diferentes opiniões e percebi que o amor platônico pode ter muitas facetas. Pode ser do mais bonito ao mais obsessivo… do mais fantasioso ao mais sofrido.
Trecho do texto do site Wikipédia, sobre a definição do amor platônico:
Amor platônico, na acepção vulgar, é toda a relação afetuosa em que se abstrai o elemento sexual, idealizada, por elementos de gêneros diferentes – como num caso de amizade pura, entre duas pessoas.Esta definição, contudo, difere da concepção mesma do amor ideal de Platão, o filósofo grego da Antigüidade, que concebera o Amor como algo essencialmente puro e desprovido de paixões, ao passo em que estas são essencialmente cegas, materiais, efêmeras e falsas. O Amor, no ideal platônico, não se fundamenta num interesse (mesmo o sexual), mas na virtude.O termo Amor platonicus foi pela primeira vez utilizado no século XV, pelo filósofo neoplatônico florentino Marsilio Ficino, como um sinônimo de amor socrático. Ambas as expressões significam um amor centrado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa, em vez de em seus atributos físicos.(…)A expressão ganhou nova acepção com a publicação da obra de Sir William Davenant, “Platonic Lovers” (“Amantes platônicos” – 1636), onde o poeta inglês baseia-se na concepção de amor contida no Simpósio de Platão, do amor como sendo a raiz de todas as virtudes e da verdade.O amor platônico passou a ser entendido como um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve. Reveste-se de fantasias e de idealização. O objeto do amor é o ser perfeito, detentor de todas as boas qualidades e sem máculas. Parece que o amor platônico distancia-se da realidade e, como foge do real, mistura-se com o mundo do sonho e da fantasia.Ocorre de maneira freqüente na adolescência e em adultos jovens, principalmente nos indivíduos mais tímidos, introvertidos, que sentem uma maior dificuldade de aproximar-se do objeto de amor, por insegurança, imaturidade ou inibição do ponto de vista emocional.
Você já se apaixonou assim? Platônicamente, não apenas pelos atributos físicos da pessoa – que ficam em segundo plano – mas principalmente pelas qualidades desse alguém. Pois, você acredita que, de alguma maneira, este alguém é especial e tem tudo aquilo digno de sua admiração. Já se sentiu assim?
O que eu gostaria de saber é: como as pessoas lidam com este tipo de relacionamento?
Do que já observei, muitos preferem ficar no mundo da fantasia, pois é gostoso imaginar momentos ao lado do objeto de nosso amor e admiração, e a timidez impede uma aproximação real. Mais do que isso, o medo de rejeição é tão forte, que o ser apaixonado se paralisa diante de tal possibilidade.
Afinal a dor da rejeição é forte demais, que o apaixonado jamais poderia suportar.
Mas existem outros fatores que impedem a pessoa ir adiante. Pode ser que o objeto de admiração tenha algum impedimento como distância, estar focado apenas no trabalho, ou até mesmo ter namorada(o), esposa, marido, filhos, se lá o que mais – mais ou menos como os personagens Guilherme e Mariana de Escrito nas Estrelas.
Não sou a favor de traições. Nunca, em hipótese nenhuma. E é isso que gosto nesse caso da novela. Ele, tem um casamento completamente infeliz com uma mulher fria e manipuladora, mas, mesmo estando apaixonado por Mariana somente disse isso à ela (que até então vivia um amor platônico mesmo, sem menor possibilidade de se concretizar) quando finalmente comunicou à esposa que estavam se separando. Claro que, se fosse comigo, iria preferir que o cara não fosse casado, não tivesse filhos e se fosse o caso, que aparecesse na minha vida apenas devidamente separado. Pois não deve ser nada fácil esta situação.
A situação acima que me inspirou a escrever sobre este tema. Pois, por mais que seja uma situação difícil, me emociona sempre ver que duas pessoas que se amam verdadeiramente acabam ficando juntas. Afinal, quem nunca teve um amor platônico, seja lá por qual motivo for, e desejou imensamente concretizá-lo sem nunca poder?
Muito comum na adolescência, não é? Mas por mais que amadureçamos, pode ocorrer na vida adulta também. E quando nos apaixonamos, todos, sem exceção, nos tornamos adolescentes novamente.
Confusão de sentimentos, bons e ruins, que podem tirar qualquer um do sério, ou deixar nas nuvens sem enxergar mais nada. Fica difícil até se concentrar no trabalho, não é? E como já somos adultos, morremos de vergonha desta condição quase que patológica.
Tá apaixonado assim? Não é vergonha nenhuma, não! Mas, se possível, se seu caso for apenas uma timidez, um medo de rejeição, encare esses medos e vá à luta. Amor platônico é bom, mas concretizar é melhor ainda (pelo menos acredito que sim). Afinal, todo mundo deseja um cobertor de orelha para aquelas noites frias e um companheiro pra toda a vida.
Todos queremos e merecemos ser amados. É o que eu acredito.
Vá à luta!











É sempre complicado expor o que se passa lá no fundo do coração. Não sei dizer da onde veio a idéia que expor os reais sentimentos é motivo de vergonha.. mas é assim que tem funcionado.. eu acho que amar e ser amado não é parte difícil, o duro é permitir que as pessoas vejam “você” .. mas enfim, let’s love!
[Reply]
[...] Contei toda esta história, para dizer simplesmente que sim, o amor, mesmo que distante existe e é possível. Quando duas almas afins se encontram, seja como for, e se percebem em sintonia um com o outro, vibram na mesma frequência, o amor pode nascer sim. Como aquela questão que mencionei no artigo sobre “Amores Platônicos“. [...]