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Design – Câmera fotograva em 360°

O engenheiro de computação Jonas Pfeil, formado pela Technical University of Berlin, é o inventor da Panoramic Ball Camera, uma bola muito louca que em seu interior possui 36 câmeras fotográficas (tipo as de celular) que em conjunto são capazes de fazer fotografias em 360°.
Pelo o que eu entendi funciona mais ou menos assim: a tal da bolinha ver possui, além das 36 câmeras de celular, um sistema que calcula a sua velocidade quando é lançada pro alto, e quando a bolinha chega na altura máxima do seu “vôo” – no momento em que atinge a menor velocidade, exatamente antes de começar a cair, as 36 câmeras disparam e tiram ao mesmo tempo fotos. Tradução: não tem botãozinho pra apertar, você joga ela pro alto, e ela faz todo o serviço.
Dá uma olhadinha no vídeo explicativo da tal da Throwable Panoramic Ball Camera ( Câmera Bola Jogável e Panorâmica , ou algo assim):
Parece que o inventor está procurando investidores para o seu projeto. Quem aí vai querer uma Câmera bola?
Tudo Rosa no mês de Outubro

Olá meninas, hoje vamos falar de um assunto deveras importante: Saúde. Vocês já devem ter ouvido falar do Outubro Rosa e devem ter visto algumas imagens por aí dos monumentos de cidades iluminados em cor de Rosa (incluindo nosso Cristo Redentor). Bem, toda essa coisa pink espalhada pelo mundo faz parte de uma campanha de extrema importância para a saúde feminina. O Outubro Rosa é o mês de conscientização da população sobre a importância do diagnóstico precoce do Câncer de Mama. Este movimento surgiu em 1997 nos EUA e está cada vez maior, com mais e mais cidades aderindo. Este ano, por exemplo foi a vez de Brasília aderir à iluminação cor de rosa no Congresso Nacional.
Mas a iluminação rosa não serve de nada se você não se cuidar. Não adianta sair por aí vestida de rosa achando que está fazendo algo importante. Importante mesmo é estar com seus exames em dia. Aproveite o clima da campanha e corre lá pra fazer seus exames.

Moda dos anos 70 – Paz, amor e psicodelia.

Nos anos 70 aconteceram coisas incríveis. Boas e más, mas importantes, que ficaram na história da humanidade. Movimentos culturais impressionantes, a antimoda que, inevitavelmente acabou virando moda. Os anos 70 foram tão, ou mais, coloridos que os anos 60, tão agitados quanto e repletos de idealismos. Enquanto a década de 60 ficou na memória como a grande época da revolução jovem, os anos 70 ficaram meio indefinidos.

Yoko Ono e John Lennon - Paz e Amor
Os jovens da década de 60 se tornavam os jovens adultos dos anos 70, e o que se pregava era paz e amor. “Faça amor, não faça guerra”. O amor livre, a libertação sexual, experimentação das drogas, reclamação do direito das mulheres, tudo isso chega às massas. Homossexuais – antes temerosos das perseguições – começam a exprimir suas diferenças e revindicar seus direitos perante a sociedade. É uma revolução social crescente e de extrema importância histórica. Movimentos políticos diversos, as “minorias” oprimidas anseiam por seus direitos e realização pessoal.
As anteriores formas de vida – família bem estruturada e certinha, a rigidez social – tudo começa a ser questionado e considerado falso. A busca por novas maneiras de se viver gera uma insegurança geral.
No início da década de 70 chega ao fim a polêmica guerra do Vietnã – evento muito festejado por aqueles que pregavam a paz e o amor – e chegava a crise do petróleo provocando a queda do dólar. Existia um certo clima de decadência.

A moda acompanha o ritmo frenético dos acontecimentos. Os hippies, mesmo sem querer, ditam moda. Eles que apenas pregavam a paz, o amor, a celebração da natureza, não seguiam moda, se vestiam de maneira livre, se adornando com maquiagem colorida, estampas floridas, sandálias, homens deixavam seus cabelos crescerem, as roupas eram basicamente de materiais naturais como a lã e o algodão.
A classe média gostou do que viu e tratou de copiar. Regras da moda caíram por terra, a liberdade de vestir, de ser e de pensar era a lei. Cada um se vestia do jeito que mais gostava. O jeans toma conta das ruas e a partir daí não existia uma só pessoa que não os usava. Os jeans eram peças universais, unisex. Ídolos como Janis Joplin ou Jimmi Hendrix agregavam ao guarda-roupa peças nostálgicas dos anos 20 e 30, como os chapéus desabados, veludos, cetins e estolas de pluma, que viravam manias entre os fãs.

Janis Joplin e Jimi Hendrix
Peças feitas a mão eram as preferidas e tinturas especiais como o “tie-dye” e os trabalhos de “patchwork” eram praticamente marca registrada do estilo hippie. Túnicas (batas), micros e maxi saias, calças boca de sino, plataformas e o jeans de preferência surrado e cheio de enfeites.

Boca de Sino
Os cabelos eram ondulados ou cacheados, o black-power ganha espaço e a soul music marca e propaga o movimento de emancipação negra nos Estados Unidos.
O Rock n’ Roll mais pesado, a apologia às drogas (sex, drugs, and Rock n’ Roll), o movimento punk. Tudo isso foi tomando espaço na segunda metade da década de 70, combinando com o clima de protesto constante. A ideia era chocar, subverter. Desordem, protestos e multiculturalismo. Década da contracultura, do underground, dos jornais, revistas, livros e discos independentes. Também chamada de “a década do eu” em que as pessoas se sentiam perdidas, vazias, tentando encontrar melhores maneiras de se viver depois da decepção na tentativa de mudar o mundo. O idealismo perde a força, e os protestos se tornam um grito de socorro. Muitos passaram a década se drogando, numa tentativa de escapar do grande descontentamento que o período inspirava, preencher o vazio interior.
“Junto com a modernidade da época, sobreviveram em pleno auge super bandas de hard rock como Led Zeppelin e Black Sabbath. O rock pesado vivia seu grande momento e por um lado a androginia o influenciava em sua forma de comportamento, vide Mick Jagger, que vivia soltando a franga… Outras grandes figuras que escandalizaram a década de 70 foram Rod Stewart (quem diria, hoje ele é quase um careta!), e o ícone David Bowie, em seus áureos tempos femininos.
A androginia faria nascer aqui no Brasil o mais famoso e efêmero grupo muscial do país: os Secos & Molhados. Mesmo desfeito em 1974 (só um ano após sua formação), permitiu à sua estrela Ney Matogrosso continuar mexendo com os corpos e principalmente com as cabeças de todos e todas.
O rock progressivo também viveu seu grande momento com Emerson Lake & Palmer, Yes e Pink Floyd. Foi nessa safra que surgiu o Queen, um dos primeiros grandes exemplos do rock de arena, ao lado do Fleetwood Mac, veteranos dos anos 60 ainda vivendo seu auge. Mais ou menos nessa mesma época começa a aparecer nas paradas mundiais o supra-sumo da papa açucarada doa anos 70, o grupo ABBA, uma das mais bem-sucedidas invenções da década.” - Portal São Francisco
Infelizmente é impossível falar dos anos 70 em um só artigo. Este post é somente uma introdução, pois há ainda muito o que falar, de tão conturbado que foi o período. Falta falar dos grandes festivais de música (como o Woodstock), aprofundamento no movimento hippie, punk, rock progressivo, e muito mais. Aguardem!
Clipe com a música Age Of Aquarius (Era de Aquário) do filme Hair (1979), legendado em português. O filme mostra bem a moda e o comportamento da década de 70.
Fontes: Baudot, François – Moda do Século.
Seeling, Charlotte – Moda, O século dos Estilistas.
Especial de moda Supernatural no blog Homem Sem Frescura
Como este é um blog democrático, essa vai para os garotos:
Especial Supernatural: como se vestir como os caras da série e ficar bonitão e charmoso sem gastar muito
Aproveitando que Dean e Sam estão de volta na nova temporada de Supernatural, e que a mulherada acha os caras bonitões e charmosos, lá no site Homem sem Frescura, onde sou responsável pela coluna Moda de Homem, escrevi um artigo com dicas de como montar um look parecido com dos caras sem gastar muito.
Vai lá dar uma conferida, e aproveite para conhecer o site que tem muitas colunas divertidas e interessantes pros machos de plantão.
Para acessar o artigo, clique aqui.
Democracia Fashion

Este blog costumava se chamar Silent Devotion, que tratava do universo feminino, principalmente tratando de assuntos como bem-estar, relacionamentos, cultura e etc. Era um subdomínio de outro blog meu, o Cyncardoso.net (também chamado Camouflage), onde eu falava sobre design e moda. Devido a probleminhas técnicos, tomei uma atitude que há muito planejava, que era unir os dois sites em um só. Desta feliz fusão surgiu o Democracia Fashion!
Ao procurar um novo nome para um site que falasse de tudo aquilo que o Silent Devotion já tratava somado ao universo da moda tratado pelo Camouflage, me deparei com a seguinte frase no livro de Contanza Pascolato “Confidencial”: Viva a democracia fashion! Foi irresistível. Antes deste, pensei em vários outros nomes, mas nenhum deles me inspirava. Ou parecia tratar somente de moda, ou de futilidades mulherzinha, e este, meus caros, não é absolutamente um site superficial.
Em um dos meus posts mais comentados o “Fim de Relacionamento, como lidar com a dor”, não só mulheres deixam seus depoimentos – muitas vezes dolorosos – mas homens também. (O que nos prova que não são só as mulheres que sofrem por amor, mas isto é um outro assunto). O fato é que, observando isso, acredito ser injusto que este seja um site exclusivamente feminino. É, sem sombra de dúvidas um lugar democrático.
Por isso, vez ou outra, vocês encontrarão por aqui alguns posts dedicados aos meninos, apesar do site continuar sendo muito feminino em sua essência. Apenas, estarei fazendo jus ao nome escolhido. Que além de falar sobre moda sob um ponto de vista mais cultural que qualquer outra coisa, vai continuar falando de variados assuntos do universo feminino, e ainda vai dar um pouco mais de espaço pros meninos se sentirem à vontade. E design de produto e gráfico. Enfim, uma verdadeira democracia. Entrem e fiquem à vontade. Mas sem bagunça, por favor
Aviso
Algumas mudanças estão sendo operadas no Silent Devotion que vocês conheciam. O endereço mudou, o formato esta mudando, tudo está sendo cuidadosamente feito para que este site fique cada vez melhor. Conto com a compreensão e paciência de vocês. Em breve tudo estará redondinho. Aguardem!
Os figurinos de fina estampa, a próxima novela das nove
A última quarta-feira (17/08) foi um dia de muitas alegrias para mim. O motivo foi o dia maravilhoso que passei em companhia de várias meninas que, como eu, adoram e escrevem sobre moda. Nós fomos chamadas para um bate-papo sensacional com a equipe de figurinistas da próxima novela das nove, Fina Estampa, que nos mostrou com a maior alegria as criações deles para a novela.
O encontro começou com a atriz Júlia Lemmertz que nos contou como é trabalhar com a figurinista Beth Flilipecki e falou sobre sua personagem, a estilista de moda praia Esther, inspirada em Lenny Niemeyer. Ela falava do requinte de sua personagem e em como a figurinista conseguiu traduzir perfeitamente o estilo de Esther em seu figurino.

Beth Filipecki, por sua vez, explicou com muita alegria os figurinos de diversos personagens, nos mostrando alguma das peças que foram confeccionadas por ela e sua equipe.
Ela explicou que cada um dos personagens teve o guarda-roupa todo construído de maneira a fazer parte da vida deles, a fazerem parte da história de vida deles. A principal inspiração é o estilo de vida do carioca, então, a cartela de cores inclui muito azul – como o mar – para quase todos os personagens, passando pelo verde das matas fluminenses, o areia das praias cariocas e peças leves e claras para representar o vento.

São muitos os detalhes. É incrível a capacidade de criação da equipe e o resultado são peças de qualidade, cheias de cores, que transmitem muito alto astral. Fica difícil dizer qual foi a coisa, principalmente porque, a alegria em que eles tiveram pra explicar cada dúvida nossa, mostrando as peças e nos deixando analisar de pertinho e com calma, que tudo me despertou muito encanto. Era quase como as criações fossem “filhos” deles, entende?


Vale a pena chamar a atenção para as estampas que eles desenvolveram em 3D. Tive a oportunidade de por os óculos para ver o efeito das ondas nas peças. Coisa linda mesmo, impressionante, uma pena que a convencional não conseguirá transmitir esse efeito.

Outra coisa super bacana foram as peças elaboradas exclusivamente para o desfile que irá ao ar na próxima quinta-feira. São corpetes, gargantilhas e enfeites para as cabeças das modelos feitas em acetato moldado a quente, e os corpetes feitos com faixas de quimono, barbatanas e paetês, que se assemelham a armaduras fashion.

O desfile é da grife de moda praia da estilista da trama e por isso, os paetês são para dar efeito de escama, e as gargantilhas de acetato lembram rabos de peixe. Não é apenas modinha, é arte mesmo! Fiquei encantada!

Depois de muita conversa animada, de tirarmos muitas fotos para documentar o máximo possível da beleza que estávamos presenciando, nos foi oferecido um lanchinho maravilhoso (sou sempre muito bem tratada nas minhas visitas ao Projac e gosto de sempre enfatizar isso e agradecer de coração), e fomos levadas para visitar os sets de Cordel Encantado. Foi uma linda surpresa por os pés em Brogodó e não vou negar que senti uma emoção muito grande e não cansei de tirar fotos. =)
Depois de Brogodó (já contei que os cenários da Globo são impecáveis? pois é, eles são!), fomos levadas ao acervo de figurinos da emissora. Eu já tinha tido a oportunidade de visitá-lo e é algo impressionante. Incrível a qualidade das roupas e acessórios. As roupas de época nos fazem viajar no tempo, e muitas das meninas brincaram de tirar fotos com os mais diversos chapéus.

Daquilo que tive a possibilidade de ver, posso afirmar, sem medo de ser feliz, que o figurino da novela é um espetáculo a parte. Vale a pena conferir.
Leia mais sobre o encontro aqui: Blogueiras de moda se reúnem com Beth Filipecki e Julia Lemmertz







