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Design – Câmera fotograva em 360°

O engenheiro de computação Jonas Pfeil, formado pela Technical University of Berlin, é o inventor da Panoramic Ball Camera, uma bola muito louca que em seu interior possui 36 câmeras fotográficas (tipo as de celular) que em conjunto são capazes de fazer fotografias em 360°.
Pelo o que eu entendi funciona mais ou menos assim: a tal da bolinha ver possui, além das 36 câmeras de celular, um sistema que calcula a sua velocidade quando é lançada pro alto, e quando a bolinha chega na altura máxima do seu “vôo” – no momento em que atinge a menor velocidade, exatamente antes de começar a cair, as 36 câmeras disparam e tiram ao mesmo tempo fotos. Tradução: não tem botãozinho pra apertar, você joga ela pro alto, e ela faz todo o serviço.
Dá uma olhadinha no vídeo explicativo da tal da Throwable Panoramic Ball Camera ( Câmera Bola Jogável e Panorâmica , ou algo assim):
Parece que o inventor está procurando investidores para o seu projeto. Quem aí vai querer uma Câmera bola?
Design sustentável: design fazendo a sua parte
Todos já estamos cansados de saber que nosso planeta esta mais do que poluído. Faz muito tempo que apenas exploramos seus recursos, dando em troca apenas lixo e poluição. O resultado disso esta perfeitamente documentado no filme de Al Gore, Uma Verdade Inconveniente, por exemplo. E todos já sentimos na pele as fortíssimas mudanças climáticas que apenas são consequências de nossos atos.
Se fala muito em sustentabilidade nos últimos tempos – digamos que o assunto começou a ser discutido nos últimos 20 anos. Sustentabilidade como uma maneira de evitar que a situação de nosso meio ambiente piore ainda mais. Pois voltar atras, a esse ponto, é impossível.
O que é Sustentabilidade?
Vejamos a definição encontrada no wikipédia:
“Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:
- ecologicamente correto;
- economicamente viável;
- socialmente justo; e
- culturalmente aceito. “
Sustentabilidade pode ser praticada de inúmeras maneiras. Desde o simples ato de separar seu lixo, evitar pegar sacolas plasticas que lojas e supermercados oferecem, reaproveitar materiais, não desperdiçar água, evitar imprimir coisas inúteis que você poderia armazenar em seu computador, usar os meios públicos, bicicleta ou até mesmo ir a pé quando possível, etc. Pequenos atos e escolhas do dia a dia, que por mais que pensemos que não adiantam de nada, valem muito.
Além disto, grandes empresas podem fazer sua parte, dando, por exemplo, uma finalidade útil às sobras de materiais resultantes de processos industriais; escolher materiais recicláveis para seus produtos; ter um departamento próprio destinado à pesquisas ecológicas e reciclagem; preocupar-se com os gases emitidos na atmosfera durante o processo de fabricação; e assim por diante. São muitas as maneiras de praticá-la. E o design também faz sua parte.
O que é Design Sustentável?
O termo design significa o ato de projetar, desenvolver ou criar, buscando sempre a evolução do que já existe. Aplicando o conceito de sustentabilidade ao design, temos o Design sustentável. Que nada mais é do que projetar respeitando as regras da sustentabilidade, a preocupação com o meio ambiente, o cuidado com a extração da matéria-prima e da energia necessária para sua fabricação. O resultado deste ato serão produtos que devem ser acessíveis economicamente ao maior número de pessoas possível cumprindo sua função fundamental e básica que é trazer o bem-estar e a satisfação a quem os utiliza.
Segundo o texto de Luiz Fernando do Valle, do Blog Raízes, o design sustentável deve apresentar o conceito dos 3R:
“O conceito dos 3R(erres) (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) deve estar presente nos produtos desenvolvidos dentro da visão do design sustentável. Esses produtos, quando na sua fase de concepção, devem ser elaborados já para possíveis reutilizações para sua função principal. Com uma maior durabilidade que evite baixa utilização e uso de materiais que permitam a reciclagem.”
Seguindo estes conceitos, alguns designers criam produtos simples e bacanas reaproveitando materiais que seriam simplesmente jogados fora. Com isso, trago alguns exemplos.
O americano David Shock decidiu dar um fim melhor àquelas que são uma especie de cercas plasticas para isolar áreas em obra e transforma-las em bolsas. Bolsas que alias seriam ótimas para levar para o supermercado e colocar suas compras dentro delas ao invés de utilizar as tradicionais sacolinhas plásticas. (um costume muito praticado na Europa, onde os supermercados oferecem sacolas por 5 a 10 centavos de Euro, assim muitas pessoas preferem levar suas próprias sacolas de pano ou plásticas).
Colocando a criatividade pra funcionar, é possível obter resultados bastante interessantes:
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Já o ucraniano Yurko Gutsulyak, criou um calendário reutilizável. Cada dia do ano é um pequeno fosforo destacável e utilizável.
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A agencia criativa inglesa “The Partners” criou uma interessante embalagem para mel. Depois de consumido o mel, a embalagem se torna em um vasinho de plantas, e a sua tampa serve como pratinho para colocar abaixo dele.

E que tal esta cadeira puzzle do designer David Grass? De papelão, 100% reciclável, ela é a própria embalagem.

O designer sul-africano Ryan Frank mora em Londres e lá cria seus produtos de design sustentável, inspirando-se em sua cultura de origem. Um desses projetos se chama Isabella e é um banquinho inspirado nos tradicionais artigos manufaturados africanos. Ele é feito em palha prensada, revestida de feltro colorido, com o intuito de tornar o banquinho mais confortável. A estrutura é leve e robusta, com materiais ecológicos e podem ser empilhados como um totem.

Estes são apenas alguns exemplos de que produtos de design podem e devem ser ecologicamente corretos, sustentáveis, sem deixar de ser bacana e bonito. Todo mundo pode fazer a sua parte, basta querer.
Design da China
Quem disse que todos os produtos chineses são de má qualidade, muito se engana. Nos últimos tempos o design chines tem ganho reconhecimento internacional (assim como o brasileiro) e eis alguns exemplos disto.
O designer chines Li Jianye, é um desses caras com idéias simples e inovadoras que, ao olharmos suas criações, nos faz pensar “por que não pensaram nisso antes?” (parafraseando Lilian Raquel, quem me deu a dica). Ele se auto define “innovative design thinker and doer” e possui uma super experiencia em design de produtos.
Em seu blog ele mostra algumas de suas criações, que devo dizer que são no mínimo, no mínimo, bacanas.
Nutrition Pyramid Lunch Box
O designer explica sua criação da seguinte forma: “Você provavelmente conhece a piramide profissional, mas nem sempre a segue. Ai esta um ‘template’, a nutrition pyramid lunck box, que o lembra e o guia a ser mais saudável.”


Enterbell e Pianobell
Sobre a Enterbell : “Nenhuma descrição para este design, se você é um usuário de computador deve entender do que se trata…”
Sobre a Pianobell: “Esqueça a chata campainha, eis a nova Pianobell para um talentoso e interessante cara como você, pois eu acredito em ‘Eu toco aquilo que sou…’ ” (confesso que esta justificativa eu não entendi)
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Flexibin
” Provavelmente a mais elegante e funcional lixeira no mundo. A idéia de faze-la em um recipiente flexível permite que você use qualquer tamanho de sacos de lixo. Simples assim.”
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Para ver mais algumas de suas criações, visite o blog: http://labexp.blogspot.com/
Food Design: Uma interessante temática
O Food Design parece estar em voga ultimamente entre os designers de produto. A cada dia, novos produtos com essa temática vem surgindo, trazendo soluções interessantes de praticidade, divertidas e até mesmo muitas vezes consideradas bizarras.
Mas o que vem a ser esse tal de Food Design?
Food Design, como o próprio nome já diz, é todo e qualquer design relacionado à alimentos e alimentação. Esta categoria do design inclui desde talheres a utensílios de cozinha, passando por pratos, copos além do conteúdo destes, brincando com formatos de alimentos e novas formas de apresentação dos mesmos. Existem, inclusive, escolas de design na Europa voltadas principalmente pare esta vertente do design.
E tudo isto só reforça uma afirmação que costumo fazer: O designer de produto pode fazer (projetar) qualquer coisa (claro que com uma adequada instrução e formação) – e talvez, por causa disso, muitos acreditem se considerar essenciais, mas isto é objeto de uma outra discussão.
Deliciosos exemplos
Para ilustrar todo esse papo, vamos à alguns exemplos recentes de “invenções” do âmbito do Food Design.
James da alemã Sternform Produkt Design, um prato prático para festas.
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Esse prato diferente e bacana, tem um formato apropriado para encaixar copos de vinho e champagne por exemplo, é perfeito para vernissages e festinhas, deixando uma das mãos livres, o que é sempre útil para cumprimentar amigos, por exemplo.
Spork por Joachim Nordwall, um designer escandinavo, para a empresa sueca Light My Fire.
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De todas as cores, diferentes tamanhos e materiais, a Spork é ao, mesmo tempo, colher+garfo+faca em um só produto. Produto bem bacana e criativo, porém, só me vem uma duvida: como cortar o bife com a faca e segura-lo com o garfo ao mesmo tempo?
Cookie Cup do designer Enrique Luis Sardi para a italiana Lavazza.
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Feita em biscoito e revestida internamente por um açúcar especial, a Cookie Cup é resultado de um concurso de food design realizada pela própria empresa. Esse revestimento interno, permite que a xícara feita em biscoito, possa ser preenchida de café. Assim, depois de tomar seu cafezinho, você ainda pode degustar sua xícara. Criada em 2003, já é um clássico do Food Design.
Chocode do designer Paolo Barichella em conjunto com o confeiteiro Pierpalo Magni para a italiana Food Design Studio.
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Barrinhas de chocolate com código de barras impresso. Você deve estar pensando que o código é apenas decorativo, mas não é. O código é verdadeiro, como de qualquer outra embalagem, só que comestível. O chocolate é amargo, com 75% de cacau.
Estes são apenas alguns exemplos dessa vertente do design, em um mar de inúmeros projetos desse setor. Com certeza é uma temática interessante e com muitas possibilidades de ser explorada. Quem se habilita a colocar a mão na massa?
Design – Fred & Friends
Vocês já ouviram falar de Fred & Friends? Fred & Friends é uma empresa americana de design de produto conhecida por sua criatividade e bom humor no que tange à criação de produtos. Substancialmente, Fred & Friends projeta objetos conhecidos pelos italianos como “usa e getta“, ou seja, os bons e velhos descartáveis.
Navegando pelo site deles, tive acesso ao catalogo de produtos, que trazem soluções criativas e um design divertido, quase beirando o Kitsch*. São produtos de pequeno porte para casa, escritório, banheiro, cozinha, festas (algumas soluções de finger food bem bacaninhas), animais de estimação, dia a dia, mesa, etc… ou seja, essas quinquilharias que nos cercam todos os dias (sem as quais não vivemos sem) são que apresentados de forma inovativa, apesar de algumas vezes serem de gosto duvidoso.
Um exemplo de solução bacana e divertida é o To-Do Tatto. Nada mais é que um bloquinho de anotações de coisas a fazer, só que um diferencial. Esse “bloquinho”, apresenta formulários anti-alérgicos que pode ser tatuados na pele (como aquelas figurinhas tatuagem que vinham em chicletes) e vem com uma caneta de tinta lavável, fáceis de tirar com água. Ótimo para listinhas de supermercado como a foto no site deles sugere.

- To-Do Tatto
Vale à pena dar uma conferida no site, você vai ver soluções no minimo divertidas.
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* Termo de origem alemã usado para categorizar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados, que são considerados inferiores à sua cópia existente. São freqüentemente associados à predileção do gosto mediano e pela pretensão de, fazendo uso de estereótipos e chavões que não são autênticos, tomar para si valores de uma tradição cultural privilegiada. Eventualmente objetos considerados kitsch são também apelidados de brega no Brasil. (via Wikipedia)



























