Não temos todo o tempo do mundo…

A doce Tine Araujo me surpreendeu ontem pela manha ao me mandar uma mensagem com um link de uma reportagem no mínimo intensa. Dizendo que talvez eu pudesse encontrar inspiração com esta matéria. A verdade é que a matéria não só traz muita inspiração, como também emociona. Fui às lagrimas lendo o texto da jornalista Elaine Brum e confesso que tive dificuldade em escrever este post.

O texto intitulado “A Mulher que Alimentava” trata da historia de Alice, uma mulher simples, batalhadora, ávida por liberdade, que passou grande parte de sua vida alimentando crianças de comunidades carentes como merendeira de uma escola.

Dona Alice de 66 anos, viúva, já tinha criado seus filhos e havia acabado de se aposentar quando foi diagnosticado seu câncer. Justamente quando achou que então começaria a viver a sua tão esperada liberdade, o câncer se tornou seu cárcere. Se sentiu traída pela vida. Mas não desistiu de batalhar. Passou longos meses lutando contra a doença que queria controlar sua vida.

clip_image001

Alice só queria ser ela mesma. Detestava se sentir presa e acabou se tornando prisioneira da casa que batalhou tanto pra conseguir. Não deixava que ninguém lhe desse de comer ou que a ajudasse a caminhar, mesmo quando não tinha mais forças para tanto. Vaidosa, cuidou de sua aparência até o ultimo momento. Em seu leito de morte, mesmo com seu corpo fragilizado pelo câncer, fazia questão de ter as unhas das mãos e dos pés pintadas de rosa.

Este é apenas um resumo do sensível texto da repórter Elaine Brum. A matéria escrita para a revista Época, tem 5 paginas e vale muito à pena de ler.

Nos faz refletir com a maneira com a qual conduzimos nossas vidas, sempre deixando coisas pequenas (e teoricamente sem importância) para depois. Coisas essas que muitas vezes valem muito mais do que perder noites trabalhando para ganhar aquela ta desejada promoção, que no fim das contas são vai nos fazer trabalhar mais, por exemplo. Precisamos nos lembrar de que não temos todo o tempo do mundo.

Coisinhas como passar um tempo com pessoas que amamos. Dar atenção a quem esta do nosso lado.  Passar por cima de nosso orgulho bobo em uma discussão e pedir desculpas mesmo achando que estamos certos. Dizer que ama.

Fazer um belo passeio sob a luz do sol na beira da praia de mãos dadas, ou até mesmo sozinhas. Ficar de papo pro ar, jogar conversa fora com as amigas.  Ir até ali na esquina tomar um sorvete quando der na telha.

Sei lá… coisas pequenas, simples. Pequenos prazeres que estão ao nosso alcance e sequer damos valor por exemplo. Já parou pra pensar que um pequeno gesto seu – como dar pra sua avo aquele biscoitinho goiabinha que ela tanto gosta – pode ser tudo para outra pessoa? Nem precisa ir muito longe. Muitas vezes basta uma palavra gentil e um sorriso. Um abraço. Nos cuidar. Ir ao cabeleireiro se isso nos faz feliz. Cuidar das unhas da pele, do corpo… da alma… Gentileza gera gentileza.

E viver… viver cada dia como se fosse o ultimo. De verdade. Sem clichês.

Desculpem. Estou emocionada e não sei como concluir. Perdoem-me se perdi o fio da meada.

Para ler o texto de Elaine Brum, clique aqui.

“Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo:
Temos todo o tempo do mundo…”

Algumas (duras) verdades

imagePor que mulheres bonitas, inteligentes e bem sucedidas ainda esperam por aquele telefonema, daquele cara que prometeu que ia ligar? Por que razão desesperada nos entregamos nossos sentimentos à primeira pessoa que aparece? Por que simplesmente não cuidamos de nos mesmas enquanto esperamos para ver o que a vida nos reserva?

Temos essa necessidade de encontrar um amor a todo custo. Encontrar alguém que nos valorize e que massageie nossos egos. É normal, é uma prerrogativa do ser humano procurar por atenção. Como se no fundo fossemos todos crianças carentes e necessitadas de um porto seguro. Ser especial e importante para alguém. Necessidade de dar a alguém o que temos de melhor, nossos sentimentos mais bonitos, nosso carinho.

Acontece que com isso acabamos sofrendo inutilmente com tolices. Como esperar pelo tal telefonema e criar expectativas. Por isso, vamos a algumas verdades.

image Se o cara estiver realmente interessado, ele vai ligar e você não vai precisar ficar grudada do lado do telefone esperando. Quando a tal pessoa realmente esta a fim da gente, ele não vai fazer joguinhos.

Quem faz joguinhos não gosta de você de verdade. Pode até ser que ele te ligue depois de uns 3 dias de quando ele disse que ligaria, mas vai ser só pra tentar te levar pra cama. Se ele conseguir, vai te fazer esperar mais uma vez e depois vai te ligar outra vez. E se você não mandá-lo pastar, ele só vai te ver como um brinquedinho e não vai ter o menor respeito por você.

Quando o cara esta afim mesmo, afim de te conhecer melhor e desenvolver um relacionamento verdadeiro, ele vai se aproximar de você aos poucos e ser teu amigo. Ele vai tentar te conquistar todos os dias com gentilezas e te dando até o ombro dele pra chorar. Ele vai ser, antes de mais nada, seu amigo. Porque não existe relacionamento que dure sem uma amizade de base. E a amizade verdadeira só acontece quando a pessoa realmente se importa com você e vice-versa.

Ninguém se casa com o carinha com quem ficou naquela balada. Balada onde o que importa é somente a sua aparência física e a dele. E se vem a se casar, não vai durar muito mais do que o casamento de Adriane Galisteu e Roberto Justus. Alguém aqui já ouviu dizer que precisamos casar com quem podemos conversar? Pois se você pretende envelhecer ao lado de alguém, aprenda que a aparência daquele gato lindo e a sua vão mudar, e tudo que vocês terão em comum será a cumplicidade de uma boa conversa. Você precisa de um melhor amigo.

Ele não ligou? Parte pra outra. Pode ter certeza que se ele ligar depois do combinado,  durante o período de silêncio ele ficou com imagepelo menos mais uma (ou mais de uma). Se ele ligar depois de uma semana de silêncio, mande-o, com muita elegância, pastar. E nem de ouvidos às desculpas que ele ira inventar (porque ele vai inventar desculpas). Pois se ele convencer você mais uma vez a fazer o que ele quer, você só vai perder o respeito dele e inflar o ego do dito cujo. Se o cara faz isso com você, acha mesmo que ele merece sua consideração?

Acredito, que nos deixamos enganar não por eles, mas por nos mesmas. E nosso medo absurdo da solidão. Medo esse que nos impede de passarmos tempo com nos mesmas e descobrir o quanto somos maravilhosas e o quanto merecemos fazer coisas que gostamos, nos cuidar e até mesmo nos presentear. O que não podemos de maneira nenhuma é querer competir com esse tipo de comportamento e fazer o mesmo. Porque no fundo você sabe que esta agindo contra a sua própria natureza (na maioria dos casos. Nada contra quem o faz, pelo amor de Deus!).

imageO que eu digo é, antes de mais nada, ame a si mesma (o). Sinta o prazer de sua  própria compania. Ela é importante e mais valiosa do que qualquer outra. A solidão pode nos fazer crescer bastante. E só então, quando você se descobrir e se valorizar, vai enxergar com mais clareza o próximo. Vai ver se vale à pena investir seu precioso tempo naquele carinha bonitinho que você esta afim. E vai saber também quando o cara não esta querendo nada mais do que uma bimbadinha (isso mesmo!).

Eu sei que esse post foi um tapa na cara. Mas algumas verdades precisam ser ditas. Sofrer faz parte da vida e nos ajuda a crescer. Mas já parou pra pensar que grande parte desse sofrimento pode ser evitado?

Pense nisso!

P.s.: Tudo que eu escrevi vale pros homens também. Muitas mulheres e garotas de hoje em dia agem assim.

Se mexer é preciso

Eu sou sedentária. Eu sou preguiçosa. Odeio malhar, detesto correr, e já fiz isso por obrigação. Obrigação, por saber que é preciso se mexer, se exercitar, o organismo pede. Mas obrigação nunca funcionou como motivação. Quando temos que fazer alguma coisa por pura obrigação, fazemos de ma vontade, ou inventamos mil desculpas para adiar, faltar ou simplesmente não fazer.

E com isso o sedentarismo e a preguiça vencem a batalha contra a saúde. Sem contar os quilinhos a mais que vem como conseqüência – aquela conseqüência mais visível – sem contar aquelas que não vemos, mas que podem ser mortais.

image E como driblar esses inimigos tão potentes que muitas vezes parecem nos dominar? Simples, encontre uma atividade que lhe da prazer. Vale tudo, pode ser academia, aeróbica, yoga, tai chi chuan, pilates, alongamento, dança de salão, flamenco… até boxe, judô e afins (esportes considerados preconceituosamente de masculinos, mas que tem muita mulher por ai mandando bem). Qualquer coisa. Vale até comprar um daqueles aparelhos de ginástica que vendem na tv, contando que você se mexa.

imageAh, é muito caro? A grana ta curta? Qual a praça ou parque mais próximo? Da pra correr nas ruas perto de casa?  Gosta de andar de bicicleta? Pegue uma bicicleta e vá pedalar!
Pedalar é gostoso, o corpo se mexe, no rosto e cabelos o vento bate agradavelmente e a mente desanuvia. Chame uma amiga pra ir junto e bata um papo gostoso enquanto pedala. Não tem uma bicicleta? É possível alugar bicicletas em alguns parques.

image Gosta de vôlei, basquete, futebol, tênis ou handebol, mas não tem com quem jogar? Coloque seu par de tênis e vá até a praça, ou parque mais próximo de você. Lá tem quadras e sempre gente disposta a montar um pequeno time.

Eu faço ballet. E já fiz dança do ventre também. Amo dançar. Mas ao me mande correr,  ou levantar peso. Detesto e faço de má vontade, sofrendo mais do que deveria. Atividade física deve ser prazerosa. Não estou dizendo que não se deva fazer esforço. Esforço é bom pra enrijecer os músculos e fortalecer as articulações (o que vai ser muito útil quando ficarmos mais velhas) e melhorar nosso condicionamento físico. Mas isso não quer dizer que devemos sofrer. Sofrer a ponto de querer desistir. Ou pior, exagerar querendo resultados rapidos e sofrer com uma lesão. Precisamos, durante a atividade física, sentir os movimentos, sentir os efeitos da atividade e querer, aos poucos, superar os resultados já atingidos. Superação é algo muito gostoso.

imageEu fiz ballet quando pequena, parei e senti falta quando tinhas meus 17 anos. Foi ai que fiz dança do ventre porque não era muito comum ter aulas de ballet adulto iniciante nas escolas de dança. Mais tarde voltei fazer ballet na escola de dança de minha mãe, que tinha criado uma turma de adulto. Pois percebeu que muitas mulheres que nunca tiveram oportunidade de estudar ballet clássico quando crianças, tinham vontade de fazê-lo agora e os olhos brilhavam ao ver as pequeninas dançando ballet ( e vamos combinar que ballet é realmente algo lindo!).

image Estudei ballet por 3 anos e fui morar fora, como todos sabem. Lá fora, com a grana curta, acabei não mais praticando, e apenas namorava minhas sapatilhas de ponta que havia levado comigo, mas que ficavam guardadinhas no armário.

Agora, de volta ao Brasil, decidi retomar…

Antes cometi o erro de achar que não haviam aulas pra adulto iniciante (não queria começar em uma turma avançada ou intermediaria já que estava ha tanto tempo parada) e fui parar em uma famosa academia só para mulheres, achando que malhar me faria entrar em forma.

Mesmo drama, tudo que fazemos forçadas não dá certo. Faltava mais do que ia e desisti. Criei coragem e fui atrás de escola de ballet, minha verdadeira paixão. Descobri perto de casa, uma excelente e renomada escola de ballet de muita tradição, com a turma que procurava. Sou sedentária, mas estou tentando mudar isso. E estou adorando. Meu imagecorpo aos poucos vai recuperar a flexibilidade perdida, recupero meu condicionamento físico e os quilinhos a mais que me incomodam iram embora. Claro que este ultimo item vai precisar da ajuda de uma dietinha balanceada. 🙂

Mais pra frente pretendo falar sobre essa atividade que adoro. Vocês vão ver que ballet clássico não é nada fácil, mas vale a pena.

Design – Fred & Friends

Vocês já ouviram falar de Fred & Friends? Fred & Friends é uma empresa americana de design de produto conhecida por sua criatividade e bom humor no que tange à criação de produtos. Substancialmente, Fred & Friends projeta objetos conhecidos pelos italianos como “usa e getta“, ou seja, os bons e velhos descartáveis.

Navegando pelo site deles, tive acesso ao catalogo de produtos, que trazem soluções criativas e um design divertido, quase beirando o Kitsch*. São produtos de pequeno porte para casa, escritório, banheiro, cozinha, festas (algumas soluções de finger food bem bacaninhas), animais de estimação, dia a dia, mesa, etc… ou seja, essas quinquilharias que nos cercam todos os dias (sem as quais não vivemos sem) são que apresentados de forma inovativa, apesar de algumas vezes serem de gosto duvidoso.

Um exemplo de solução bacana e divertida é o To-Do Tatto. Nada mais é que um bloquinho de anotações de coisas a fazer, só que um diferencial. Esse “bloquinho”, apresenta formulários anti-alérgicos que pode ser tatuados na pele (como aquelas figurinhas tatuagem que vinham em chicletes) e vem com uma caneta de tinta lavável, fáceis de tirar com água.  Ótimo para listinhas de supermercado como a foto no site deles sugere.

To-Do Tattoo
To-Do Tatto

Vale à pena dar uma conferida no site, você vai ver soluções no minimo divertidas.

image        image

image        image

 image

________________________________________________________________________________

* Termo de origem alemã usado para categorizar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados, que são considerados inferiores à sua cópia existente. São freqüentemente associados à predileção do gosto mediano e pela pretensão de, fazendo uso de estereótipos e chavões que não são autênticos, tomar para si valores de uma tradição cultural privilegiada. Eventualmente objetos considerados kitsch são também apelidados de brega no Brasil. (via Wikipedia)

Silent Devotion: Novos rumos

Depois de um longo bloqueio criativo precedido por uma crise de identidade bloguistica, começo a encontrar o rumo a seguir neste blog ainda perdido no mundo blogosférico.

O ultimo post escrito por mim, me deixou muito satisfeita pois teve uma repercussão melhor do que a esperada. Recebi comentários consistentes, fiz com que pessoas pensassem, e outras se sentissem melhor com elas mesmas. E isso não tem preço. E eu que achava que por ser um texto longo, ninguém fosse ler.  Estou feliz com isso. E devo agradecer à Tine Araujo per ter indicado meu post no Twitter e por causa disto, meu texto foi citado por Lu Monte no blog do Luluzinha Camp.

image Lendo o texto de Lu Monte e de outras colunistas que escrevem no blog do evento que vai ocorrer no próximo dia 23 de agosto no espaço Gafanhoto em São Paulo, pude conhecer alguns ótimos textos e blogs tendo as mulheres como público-alvo principal.

Com isso, percebi um grande erro meu ao lembrar que, quando soube do Luluzinha Camp, um encontro somente para mulheres, torci o nariz achando que seria algo fútil e superficial, quando, na verdade, nos mulheres estamos longe de sermos fúteis e superficiais. Somos lindas, inteligentes, profundas e misteriosas, cada uma à sua maneira. Muito embora alguns de nossos exemplares prefiram não usar o cérebro que imagepossuem e outras prefiram esquecer a sua própria beleza e feminilidade, deixando  que padrões impostos pela sociedade destruam suas auto-estimas (mas estes são assuntos que serão tratados posteriormente).

Todos esses fatores me levaram a tomar uma decisão por muito tempo adiada. Silent Devotion vai passar por uma reestruturação de seu conteúdo. Este, não é um blog de humor, apesar de ser muito agradável pra mim a idéia de fazer as pessoas rirem. Nem tampouco um blog de fofoca de celebridades, já que esse tipo de informação não nos acrescenta em nada. Não é um blog de variedades e noticias, pois já temos na blogosfera gente competente que faz esse trabalho muito bem.

imageO Silent Devotion é essencialmente um blog feminino. Tem visual feminino e ao  mesmo tempo forte. Feito com carinho por uma mulher que já viu muitas coisas e enfrenta ainda suas inseguranças (porque mulher que é mulher nunca esta satisfeita consigo mesma). Com o obvio se revelando diante de mim, preciso anunciar que daqui por diante o Silent Devotion vai tratar de assuntos femininos. Sem perder o bom humor, afinal de contas não da pra levar a vida tão a sério, não sairemos vivos dela mesmo. 😉

E quanto aos homens, não se sintam intimidados, quem sabe, aqui, aprendam a entender um pouco mais sobre essas criaturas tão misteriosas e diferentes de vocês (mas nada de piadinhas de mau-gosto por favor:)).