Tarja Turunen no Rio: Eu fui!

No último domingo, dia 31 de agosto, o Canecão recebeu a cantora lírica finlandesa Tarja Turunen, em turnê pela América do Sul, chamada Tempestade na América, turnê que é resultado de seu primeiro álbum solo My Winter Storm, depois de deixar o cargo de vocalista do Nightwish.

A histórica casa de shows da cidade maravilhosa estava cheia e o público ansioso para o inicio do evento que estava previsto para as 20:30. A abertura foi com o show da banda brasileira Hydria. Praticamente nova no mercado, a banda barulhenta tem vocal feminino mezzo Cristina Scabbia do Lacuna Coil, mezzo Sharon Den Adel do Within Temptation, querendo muito ser Tarja Turunen. Suportável, não que tenha sido ruim, mas eu fui ali pra ver a Tarja.

Com o fim do show de Hydria, uma cortina branca foi erguida diante de nossos olhos. Minutos depois de ouvir muitas gritarias por parte do público, se ouvem os primeiros acordes e uma luz por trás da cortina projeta a silhueta da soprano finlandesa que canta as suas primeiras notas. A musica que abre o show é Boy and the Ghost. O publico canta junto com Tarja e vai à loucura quando a cortina cai quando a canção chega em seu ápice. No mínimo emocionante.

O show prossegue com músicas de sua carreira solo misturadas com algumas da era Nightwish como Nemo, Wishmaster e Over the Hills and Far Away durante as quais o publico se agita ainda mais que o normal e canta junto com Tarja. Não faltaram as ótimas Walk Alone e Die Alive, a lindíssima Sing for Me nem tampouco Poison de Alice Cooper e até mesmo um cover de Megadeth , a Symphony of Destruction misturada com Dark Chest of Wonders do Nightwish. Tudo isso e muito mais entra uma troca de roupa e outra (que foram muitas por sinal).

Lindíssima e de voz impecável, Tarja era um show por si só. Sorridente, demonstrava uma grande felicidade de estar ali presente e dava um show de simpatia e carisma, falando um português excelente dizia “Para mim é um sonho cantar para vocês”. Distribuída “obrigada” e “thank you very much” ao fim de cada canção e mostrou sua versatilidade ao cantar e tocar em seu teclado a belíssima Oasis.

A soprano foi acompanhada durante essa turnê pela América do sul, por uma banda de peso, formada por alguns dos maiores músicos da atualidade. No baixo Doug Wimbish que já tocou com Madonna, Jeff Beck, Living Colour e Rolling Stones; Na guitarra o brasileiro Kiko Loureiro do Angra; Maria Ilmoniemi nos teclados; Na bateria Mike Terrana (Masterplan, Savage Circus, ex Rage, ex Malmsteen), que deu um show à parte com seu solo de batera; e Max Lilja no cello (Hevein, ex Apocalyptica).

Com certeza um final de aniversario especial e emocionante para mim que sou fã da Tarja há anos e nunca a havia visto cantando pessoalmente. Ela que me inspirou a fazer canto lírico e que encanta tantos fãs por aqui. Se despediu do Brasil neste show do Canecão, prometendo voltar em breve.

7 Comments

    1. Ela é tudo isso mesmo! E as roupas que ela usa são lindas também, meio medievais, meio góticas. Um destaque especial para os lindos corpetes.
      Valeu muito a pena!
      Beijos!

  1. Eu fui no show de BH mais por insistência do marido (ele é fã da Tarja), e, admito, com dois pés atrás. Acompanhei de perto a confusão da expulsão dela da banda, e não tinha gostado do que veio depois, tanto na carreira solo dela, quanto no nightwish. Mas o show me surpreendeu, foi muito bom! A banda é excelente (e mais pesada que o nightwish, hahaha), Tarja está maravilhosa, supergentil, bem à vontade no palco e cantando muito bem (só não gostei de simphony of destruction). Aqui teve Passion and the Opera no lugar de Over the hills… se eu, que estava desconfiada do show, adorei, imagino sua alegria comemorando o aniversário!

    OT: você ainda faz canto lírico, Cyn? Eu sou uma ex-violinista…

    1. Também fiquei com o pé atras quando ela foi expulsa do Nightwish e o que veio depois disto. Afinal Tarja começou a lançar musicas de natal e a Anette desfigurou totalmente a identidade do Nightwish.
      Até parei de ouvir ambos e me surpreendi quando ouvi o novo álbum da Tarja (inclusive falei disto em um tom de brincadeira em um post antigo). Ela realmente esta em uma ótima fase e eu teria me arrependido muito de não ter ido ao show.
      Qto ao Nightwish, deixei de ser fã de vez.

      Deixei de fazer canto lirico por falta de tempo e porque depois fui estudar Design fora do pais (la não tinha condições financeiras e nem tempo para faze-lo), mas estou querendo retomar tudo que gostava e parei. Achei muito bacana você ser ex-violinista. Musica clássica é muito bom! (ja viu, né? bailarina, ex-estudante de canto lirico, fã de Heavy Metal…) 😉

  2. *depois de MUITO tempo,
    mas eu tinha que comentar,
    foi um post muito bem elaborado,
    parecia que eu tava lá, curtindo o show, tb! ^^*

    pôxa,
    ela cantou um monte de músicas que não estão no “My Winter Storm”!
    QUE INVEJA DE VOCÊEEEE!!!
    U.U

    não que o álbum dela seja ruim, e tudo o mais… eu, particularmente, na época do lançamento, ouvia TODOS os dias, ha ha ha!
    ela é ótima, sou fã dela desde as épocas remotas de Nightwish – Wishmaster… sabia que ela não ia ficar pra trás ao deixar o cargo de vocalista. algo IMPRESSIONANTE ia vir depois, e assim foi.

    pôxa, deve ter sido lindo ela cantando “Boy and The Gost”, como vc descreveu. ela tinha que fazer uma coisa bem feita, teatral e fascinante, senão não seria a Tarja. seria exatamente o que eu esperaria ver ao ir em um show dela.

    amei teu blog!
    vou visitar mais vezes… =D

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