Sobre o Orgulho

Tenho notado cada vez mais o quão as pessoas são orgulhosas. Mesmo quando estão terrivelmente erradas, por simples e puro orgulho, tentam das maneiras mais absurdas inverter a situação a seu favor e se fazem de vitimas.

Somente para ilustrar sobre o que estou falando, no capitulo de ontem da novela Caminho das Índias, a personagem Dona Norminha é flagrada pelo marido em um ato de traição, inventa as desculpas mais absurdas para justificar o ato e por fim despreza o marido dizendo “Sou eu quem não quero mais” se colocando de vitima e empinando o nariz, acreditando ser melhor que o marido.

Será que não seria mais digno da parte dela aceitar as consequencias de seus atos, colocar o rabinho entre as pernas, pegar sua trouxinha e ir embora em falar nada? Está certo que cada um de nós é importante, devemos nos valorizar sim, mas isso não dá o direito a ninguém de fazer o que bem entende.”O seu direito termina quando começa o do outro.” Não é assim? Ninguém tem o direito de fazer outra pessoa sofrer, e se o faz, deveria ter dignidade o suficiente para assumir seus atos. Se o orgulho te impede de pedir desculpas, pelo menos não humilhe ainda mais quem feriu, não é?

O triste disto é que apesar do meu exemplo ser ficção, vejo este tipo de coisa acontecer na vida. Gente traindo de todas as maneiras, arrumando desculpas cretinas para romper “amizades” que claramente não eram mais de interesse para ela, gente magoando os outros por puro egoismo e ainda por cima se sentindo injustiçadas se o outro acha ruim o comportamento que lhe é deferido.

Mas enfim, acredito que estamos aqui para evoluir, e o orgulho é somente um sentimento pueril que nos leva a mais variada gama de erros com os quais devemos aprender e quem sabe crescer com eles, sendo vitimas do orgulho alheio ou mesmo vitimas de nosso próprio, inútil e infantil sentimento de superioridade.

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