Reflexões

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I don’t get it.
Simplesmente não entendo. Mesmo. Queremos tudo, ao mesmo tempo, sempre. Como se tudo nos fosse devido, quando na vida absolutamente nada esta sob o nosso controle. Ilusão pensar o contrário. Não somos donos de ninguém, melhor do que ninguém, e nossos egos são apenas como um grande tumor contra o qual necessitamos lutar a vida toda, se quisermos ser seres melhores.

Somos humanos. E ser humano é ser uma criatura incrivelmente complexa e ao mesmo tempo patética. Seres patéticos sim. Pois permitimos que os sentimentos mais mesquinhos e cretinos movam nossas vidas, nosso cotidiano. Ou tem coragem de afirmar que nunca comete erros? Vai ter a coragem de dizer que nunca sente inveja? Nunca se sentiu superior a alguém?

Nós não somos absolutamente nada. Somos destruidores, consumidores, oportunistas e aproveitadores. Somos todos como parasitas, sugando todo o qualquer recurso que este planeta – nosso único lar – tem para nos oferecer, e destilando nossos venenos nas vidas alheias e nossas próprias vidinhas medíocres.

Quanto tempo perdido com sentimentos inferiores. Discórdias tolas, discussões cretinas. Somos tão tolos que não ficamos contentes em simplificar nada. Não, o negócio é complicar. Afinal, para que facilitar a vida de alguém, ou a própria vida? Alias, nunca estamos satisfeitos com o que temos.

Quando vamos aprender a exercitar a compaixão? Quando entenderemos que nossa única e exclusiva missão nesta vida é a evolução? Evolução que nos leve a deixar de sermos seres humanos simplesmente e sermos seres melhores. Tornar a vida simples, apreciar as coisas pequenas. Olhar o lado positivo das coisas, trabalhar com o que se realmente gosta. E se não puder trabalhar com o que gosta, ter amor ao trabalho que te alimenta. Apreciar a chuva que cai, agradecer a possibilidade de ter um teto sobre as cabeças para se abrigar. Agradecer pela saúde que temos e lembrarmos sempre que tem sempre alguém sofrendo muito mais do que você poderia suportar.

Pois a vida é curta e nela, tudo, absolutamente tudo passa. A única coisa possível que levaremos desta vida não será prestígio, nem dinheiro, nem vaidade. Apenas a serenidade de ter feito o melhor, da maneira mais simples, sem ter perdido tempo com conflitos tolos que nós mesmos nos impomos.

Meu único e verdadeiro sonho é encontrar a paz e serenidade nos meus dias, ainda nesta vida.

“Dust in the wind, all we are is dust in the wind”

2 Comments

  1. Essa é a verdadeira visão sobre a natureza do homem por um artista italiano renascentista de seu nome Nicolau Maquiavel, segundo ele o homem era mau por natureza, um animal autêntico, e seus principais desejos e objectivos na vida seriam mesmo atingir fama, honra e glória.
    Até acredito que em parte se aplique a bastantes pessoas no mundo, mas sempre fui um grande admirador do pensamento luterista e sempre tem excepções que furam a tese maquiavélica, e tal como ele acho que o homem não nasce mau não, mas sim bom.
    Todos nascemos inocentes e perfeitos anjinhos, a sociedade é que nos estraga, e o facto de o pecado estar por todo o lado, nos arrasta junto com ele e as pessoas boas acabam-se corrompendo e virando más.

    Bom post ;P

    Beijo * *

    1. Concordo com você, em partes, no que tange à natureza humana. Nem todos nascem maus, muitos já atingiram um grau de evolução que pobres ignorantes não podem sequer compreender. Porém, a maioria de nós ainda é extremamente volúvel e corruptível.
      Não todos, mas ainda a grande maioria.
      Não é que somos todos anjos, nem tampouco todos demônios. Somos apenas criaturas tolas.
      Obrigada pelo comentário!
      Beijos

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