Jantar com uma mulher

Tinha tempos que não rolava um humor básico por aqui. Recebei essa por e-mail e decidi compartilhar. Mas não leia se não gosta de palavrão. 😉 Vamos lá:


Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam
O que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo ‘Vamos jantar amanhã?’.
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do  mundo: ‘Claro, vamos sim’.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.
Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.

Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos – e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando ‘Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?’ Lei de Murphy. Sempre dá merda.
Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de… Melhor mudar de assunto…

As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.

Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.

Dia seguinte.
É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).

Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.

Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: ‘Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens’. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.

Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.

Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte… PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando ‘EU NÃO TENHO  ROOOOOUUUUUPAAAA‘. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.

Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.

Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa ‘Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda’. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar ‘E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha… Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele… se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo…’. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.

Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um ‘Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra… me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.

Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo ‘será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar…’ Começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.

Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.

Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? ‘Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?’.

Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida!
Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido… nunca ousariam remarcar nada.
Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO…MORRER A MÃE OU O PAI TER UM  AVC NO TRÂNSITO.

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata ‘HUMMM… tá cheirosa!‘ (tecla sap: ‘Passou muito perfume, porra‘). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso ‘É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero’. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa……. …….. ……….. ……… ………  R$ 200,00

Lingerie…. ……… ……… ……… ………. R$ 80,00

Maquiagem… ……… ………. ………      R$ 50,00

Sapato…… ……… ………… ……… ……R$ 150,00

Depilação….. ……… ……… ……… ……R$ 50,00

Mão e pé……….. ……….. ……… ……… R$ 15,00

Perfume….. ……… ………. ……… ……..R$ 80,00

Pílula anticoncepcional. ……… ……… R$ 20,00

Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!

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Desconheço a autora, quem souber, me avise por favor para que eu coloque os devidos créditos. 😉

Me reservo o direito…

De amar, mesmo sem ser amada.
De sonhar mesmo sabendo que é inútil (mas que me dá um pouco de alegria).
De cometer burradas e me arrepender, mesmo sabendo não poder voltar atrás (quem dera ter uma Delorean, nestes momentos!)
De desejar que as coisas sejam diferentes, por mais impossível que seja.
De sentir falta de quem afastei de mim por saber que ṇo era correspondida Рpura necessidade de me proteger. (ou covardia!!)
De sentir saudades daqueles beijos, daqueles abraços, daqueles momentos que passaram tão rapidamente.
E de assim, eternizar-te em meu orgulhoso coração.

Me reservo o direito de chorar de saudade.
De, às vezes, sentir pena de mim mesma, mesmo sabendo que a culpa foi toda minha.
De desejar estar nos teus braços mais uma vez, tendo consciência de que nunca acontecerá.
De querer tanto, desesperadamente, ser amada, apesar dos meus erros e defeitos.
De imaginar – sabendo que é só uma fantasia tola – que sentes minha falta também.
De colocar meu coração em uma bandeja, dilascera-lo, expô-lo, ainda sabendo o quão patético isso soa.
De sentir, inútil e patéticamente, a falta de alguém que não me deseja por perto.
De ter esperanças tolas, apesar de tudo.

Mas com esperanças sinceras em meu coração de que tudo isso passará um dia, seguindo sempre em frente, pois a vida continua and the show must go on.

Simplesmente amor

Tenho aprendido bastante sobre o amor nos últimos tempos. Não falo somente do amor carnal, da paixão, mas o amor como um todo, amor entre irmãos, família, amigos, enfim, amor universal – se é que podemos chamar assim.

Assisti a algumas palestras que falavam sobre o tema e conversei com algumas pessoas (como @lilianeferrari , @samegui e @penachiando.), e algumas considerações importantes foram levantadas.

Primeiro, aquela história de “Amar ao próximo como a si mesmo”, é muito mais complexa do que se costuma observar. A maioria das pessoas vê a frase acima como um mandamento de Jesus Cristo, como algo a ser seguido, como símbolo de caridade. O que não é errado, mas se você parar pra pensar, antes de amar ao próximo, você precisa amar a si mesmo.

Aí eu pergunto: é fácil amar a si mesmo? Quem de nós se ama e se aceita verdadeiramente?
Amar a si mesmo é reconhecer os próprios defeitos e aceitá-los, procurando sempre se tornar uma pessoa melhor – acredite, sempre podemos melhorar, estamos aqui para aprender todos os dias – e não simplesmente se achar o máximo e jogar pra debaixo do tapete o que não serve.

Somente nos amando de fato – o que não é nada fácil – podemos considerar amar outra pessoa. Porque, imagine que, se você não tem amor suficiente nem para si mesmo, o que acontece se você doar o pouco que tem para outra pessoa? Você fica vazio, certo?

Amor não é puramente um sentimento bonitinho. É uma energia exremamente positiva e dinâmica. Através dessa energia as coisas acontecem, a vida acontece.

Se você não tem amor pelo seu trabalho, você vai efetivamente fazer um bom trabalho? Ou simplesmente empurra com a barriga?

O tema é bastante complexo, mas porque nós mesmos temos a tendência a complicar as coisas.

O amor, em si é simples. Ele simplesmente acontece. Ele não cobra, não exige nada em retorno.  Erramos quando queremos desesperadamente que o objeto de nosso amor corresponda às nossas expectativas e aí sofremos.  Perceba, que sofremos não pelo outro (por mais que coloquemos a culpa nele) mas por nós mesmos, por causa das expectativas que nós mesmos criamos.

Uma das coisas mais difíceis da vida é conseguir amar incondicionalmente. Todos queremos algo em troca. Porque no fundo julgamos triste amar sem ser amado. Mas não é.

Amar incondicionalmente requer um grande despreendimento. E é necessário se amar primeiramente. Amor não se impõe, não se exige. Amor é troca voluntária, espontânea. Então, de nada adianta sofrer se alguém não nos ama.

Ninguém pode dar mais do que tem a oferecer, portanto é uma sua escolha aceitar o fato e viver com serenidade e a certeza de que está dando o melhor de si, ou você pode escolher viver armagurando porque alguém não corresponde seus sentimentos.

Amar não é fácil, ainda que básico. O amor de fato acontece sempre “apesar de”. Pois apesar de todos os defeitos dos entes queridos você ainda os ama e só deseja o melhor pra eles. às vezes você tem uma pessoa ao seu lado (namorado, marido, companheiro, o que for) que te enlouquece com suas manias, mas ainda assim você não quer ficar longe desta pessoa.

São desdobramentos do amor: respeito, tolerância, admiração, carinho, companheirismo, amizade e assim por diante.

Paixão não é amor.

Somos seres confusos e perdidos. Fazemos joguinhos tolos diariamente por orgulho, egoísmo, varidade,  fraqueza, medo de ser julgado, medo de rejeição. Somos nós que complicamos tudo, quando simplesmente deveriamos amar e viver.

O assunto rendeu no blog da Sam também (A Vida como a Vida Quer). Dá uma passadinha lá. 😉

“Nothing really matters, love is all we need. Everything I give you, all comes back to me”