Quando nos tornamos mais seletivos

É um processo natural da vida. Conforme amadurecemos, nos tornamos inevitavelmente mais seletivos em tudo na vida. Quase como um instinto de auto-preservação.

A adolescência é a fase da experimentação. A infância também, mas na adolescência a coisa se aprofunda. Queresmos ser adultos logo sem ter a maturidade para a coisa toda e vamos indo aos tropeços experimentando situações, amizades, baladinhas, tribos, turmas, estilos, quase nos perdemos no meio de tanta informação, um mundo inteiro ainda pra se ver, entender, conhecer, aprender.

Claro que, ao nos tornarmos adultos o aprendizado continua. Sempre existe alguma coisa para aprender, isso é fato. Até o fim da vida, e quiçá além dela.

O fato é que ao amadurecermos nos tornamos mais seletivos com as coisas que desejamos viver e/ou manter em nossas vidas. Sentimos a necessdade de mudanças, de términos de ciclos. Recomeços. Novos começos.

A vida é feita de idas e vindas, nada é linear. Apenas o aprendizado de quem se dispões a evoluir que é crescente, mas além disso, todo o resto é cíclico, cheio de curvas, idas e vindas, altos e baixos, zigue-zagues, linhas tortas… Muita confusão até que comecemos a no encontrar e, nada mais natural que nos perdermos no meio do caminho vez ou outra.

Nos tornarmos seletivos faz com que toda essa confusão ao menos se amenize. E faz bem.

Não é nenhum absurdo que você se dê conta, em um determinado momento da vida, de que aquele trabalho já não te satisfaz mais. Você começa a pensar em maneiras de investir seu dinheiro, mudar de emprego, abrir ou próprio negócio, ou até mesmo mudar de profissão começando uma nova faculdade (nunca é tarde!).

Deixar de frequentar certas baladas, porque elas já foram ótimas, você não tem nada contra quem vai, mas simplesmente já não te atrai mais aquele tipo de coisa. Deixar de ir a lugares que não te agradam e você só vai porque os amigos dizem que é cool ir lá. Selecionar melhor os lugares que frequenta é um bem que se faz a si mesmo. Afinal, quando você sai para a balada, a prioridade deve ser se sentir bem, se divertir. Status social é pura besteira e não traz bem estar real a ninguém. O que faz bem é fazer o que se gosta de verdade!

Uma amizade que não está mais dando certo, por exemplo. Fim de amizades acontecem sim. É triste claro, pois a gente acha que vai levar aquele amigo para o resto da vida, mas nem sempre é possível. Não que você tenha que cortar relações com aquela pessoa querida (óbvio que não), mas afastamentos por incompatibilidades acontecem de maneira mais freqüente que imaginamos. Isso não tem absolutamente nada a ver com descartar uma pessoa (até porque, se eu afirmasse isso estaria sendo incoerente com meus próprios textos e pensamentos), e sim permitir que ela siga o seu próprio caminho e você siga o seu, sem qualquer ressentimentos e podendo perfeitamente em um futuro (próximo até), sentar em um bar e contar as novidades um para o outro. É normal e faz parte do ciclo da vida, mes amis. Incompatibilidade de opiniões não é o motivo para desgastes e rancores mútuos!

O mesmo serve para relacionamentos amorosos. Pode acontecer do amor acabar e de vocês descobrirem que se dão melhor como amigos. E aí decidirem por cada um seguir seu caminho, mas levando no coração o carinho por aquela pessoa que passou por sua vida. Faz parte do amadurecimento. Não estou dizendo que precisam virar os melhores amigos do mundo, viverem grudados, porque aí daria no mesmo continuar juntos. Falo sobre cada um seguir seu caminho sim, e um dia, quem sabe, quando a mágoa passar, se encontrarem e conversarem sobre o que cada um fez da vida, os sonhos que realizou e etc.

Enfim, o  que quero dizer é que, muitas vezes é necessário abrir mão de alguma coisa para alcançarmos nossa felicidade e evoluirmos um pouquinho que seja… Nem que seja abrir mão do próprio orgulho para ir em busca da felicidade, ir atrás daquela pessoa que te faz falta, dizer a alguém que sente saudades e que o ama.

Tudo é uma questão de selecionarmos aquilo que é melhor para nós. Parar de se violentar, dar um basta à auto-sabotagem. Ser seletivo não é defeito. É um bem que faz a si (Mas tudo com moderação, s’il vous plaît).

2 Comments

    1. É isso aí menina! Faz parte da vida essa seleção, e faz parte do amadurecimento também. É difícil, mas é preciso saber quando deixar alguma coisa, ou alguém, ir.
      Beijão!

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