reflexões…

E então queridos como foi de virada de ano? Espero que bem. O meu foi tranquilo, em casa, com mãe e irmão apenas. Me arrumei toda, como de costume, e desta vez usei um vestido colorido, com predominância de vermelho e amarelo.

Não ligo muito para estas superstições de cores, virar o ano de branco e etc… na verdade, a maior parte dos países ocidentais não tem disso. É mais coisa de brasileiro, pular 7 ondas e etc. Se vê pelo filme Sex and the City, que os americanos se preocupam mais em usar brilho (Samantha Jones passa o reveillon de preto, por exemplo).

Mas querendo ou não, vejo que o que importa realmente são os pensamentos positivos e as boas vibrações.

Serei-lhes sincera. Na virada, não estava nos meus melhores momentos. Apesar de ter me arrumado e ficado bonita, sentia saudades. Saudades de pessoas que amo e que não estão mais aqui (como meu pai); saudades de um amor distante e incerto; saudades da menina cheia de sonhos que fui e um tantinho magoada com a vida por uma série de razões.

2010 não foi tão divertido como eu esperava. Eu tentei me divertir, mas parece que os planos de Deus para mim eram outros. Não posso reclamar porém de uma coisa. A coisa que mais desejei aconteceu, até de maneira tumultuada e quase inesperada: minha ida a Londres. Foi rápido, mas foi bom. Profissionalmente, pois fiz um curso rápido de moda lá; e bem… sentimentalmente talvez. Pelo menos naqueles poucos dias eu fui feliz.

O problema de ser feliz por poucos dias é, que depois daqueles poucos dias, você – se for sensível o bastante – passa o resto do tempo com saudades daquilo e querendo reviver aqueles momentos.

Eu continuo querendo reviver aqueles momentos, e talvez daí venha parte da minha tristeza. Sou uma pessoa sensível. Tenho muito amor para dar, mas uma enorme necessidade de ser amada também.

Todo mundo precisa ser amado, por mais que diga que não.

Talvez eu devesse deixar para lá, tentar esquecer. Mas eu vos digo, meus amigos, um grande amor não se esquece.  E é ferida que dói de tempos em tempos. Saudade é um negócio que machuca profundamente o peito e a alma. How to move on?

O fato é que a esta altura é preciso simplesmente confiar na vida. Deixar que o tempo resolva todas as coisas. O que é extremamente difícil para uma virginiana, como eu que desde sempre teve um enorme senso de responsabilidade e foi ensinada pelo pai militar a ter controle das coisas. Só que a vida prega peças.

O meu maior desejo este ano é ser amada, e me sentir muito amada. Do jeitinho que sei que mereço. Numa boa, eu me amo e tudo mais, mas como diria Tom Jobim, “Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.

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