Cordel Encantado

Tenho acompanhado as chamadas da próxima novela das 18:00hs da Globo e confesso que tenho gostado bastante do que tenho visto. O clima parece realmente de conto de fadas, leve, romântico. Acho que estamos precisando de coisas assim, mais suaves em nossos dias. Além disso, pelo o que vi até então, a fotografia da novela vai ser muito bonita. Estou ansiosa para ver Cordel Encantado, que estréia no próximo dia 11 de abril. Leia abaixo um pouco mais sobre a novela. 😉

 

CORDEL ENCANTADO

Leia com atenção o que vão lhe contar

Thelma e Duca e sua história espetacular

Tem princesa perdida em Brogodó

A filha de um rei solitário de dar dó

Ele vem atrás dela no Brasil

A partir daí só saberá quem viu

 

A famosa literatura popular de cordel é a grande fonte de inspiração da próxima novela das seis que se chamará ‘Cordel Encantado’. Esses folhetos rústicos de rimas melodiosas e xilogravuras graciosas são recheados de histórias de amor e aventura e já fizeram muita gente se emocionar, se apaixonar, sonhar. É nesse mesmo clima, na cadência da viola e no recitar de belos versos, que a novela estreia no dia 11 de abril.

A trama tem como ponto de partida dois imaginários: as lendas heróicas do sertão nordestino e o encantamento da realeza europeia, ambos temas presentes nos poemas populares de cordel que tiveram origem na Europa da Idade Média. A união desses dois universos se traduz no romance do casal central formado por Açucena (Bianca Bin), uma cabocla brejeira criada por lavradores no nordeste do Brasil, sem saber que é a princesa de um reino europeu; e Jesuíno (Cauã Reymond), um jovem sertanejo que desconhece ser filho legítimo do cangaceiro mais famoso da região.

‘Cordel Encantando’ tem autoria de Thelma Guedes e Duca Rachid, direção de núcleo de Ricardo Waddington, direção-geral de Amora Mautner e direção de Gustavo Fernandez, Natália Grimberg e Thiago Teitelroit.

 

Veja algumas imagens abaixo 😉

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Razões para acreditar

Longe de mim fazer propaganda, mas existem coisas bacanas sendo feitas por aí e que merecem ser divulgadas. O vídeo abaixo traz uma mensagem muito bacana de que temos muitas razões para acreditar que os bons são maioria e que este mundo pode se tornar um lugar melhor. Eu acredito, que se cada um fizer sua parte, nós conseguiremos sim. E o bem vai prevalecer neste mundo de meu Deus 😉

 

Afrodite – a deusa da beleza e do amor

Olá! Hoje vamos falar um pouquinho sobre Afrodite, a mais bela das deusas e a mais admirada também.

A deusa da beleza e do amor teve um nascimento um tanto quanto, diferente, digamos assim. Lembram que lá no artigo sobre a origem do mundo, falei de como Cronos tomou o trono de Urano. Armado de uma foice, Cronos feriu Urano, arrancando-lhe um pedaço. Bem, este “pedaço”, nada mais era do que suas partes íntimas. No momento que Urano sofreu o golpe, o pedaço que lhe fora arrancado caiu no mar, perto de uma ilha chamada Kythira. A partir daquilo formou-se uma espuma branca no mar, que foi tomando formas de uma bela jovem.

Nascia ali Afrodite, a mais bela das mulheres entre mortais e imortais. Não havia beleza que se comparasse à ela. Ela era portanto filha de Urano, irmã de Cronos, e tia de Zeus.

Conta o mito que, com seu nascimento, toda a natureza se alegrou de tão bela que a deusa era. Peixes pulavam animados, e pássaros marinhos trouxeram para ela uma grande concha que lhe serviria de carruagem. Foram os pássaros que a levaram, puxando sua concha-carruagem até as margens da ilha de Chipre. As Graças e as Horas vieram recebê-la na beira da praia e a acolheram com muita alegria.

Duas obras de Sandro Botticelli representam estes dois momentos lindamente, como podemos observar abaixo:

Nascimento de Vênus - Botticelli
Primavera de Botticelli

Na primeira cena, Afrodite está sendo recebida por uma das Graças, que lhe cobrirá. Na segunda cena, há uma celebração pelo nascimento de Afrodite, que se encontra no centro da tela, com Eros que a sobrevoa.

Afrodite era muito elegante, graciosa e feminina. Caminhava suavemente, tinha modos delicados, majestosos e logo que chegou no Olimpo foi recebida com alegria pelos demais, que logo a adoraram. Distribuía sorrisos e tinha um olhar cativante, encantando a todos que a cercavam.

Uma das versões da mitologia afirma que Eros, o cupido, era seu filho. Estava sempre acompanhada do menino alado que se assemelhava a um anjo rechonchudo. Sempre com seu arco pronto, auxiliava a deusa a espalhar o amor entre mortais e imortais. As flechas de Eros eram que faziam despertar o amor naquele que fosse atingido. Conta-se que ela também possuía um cinto especial que aumentava ainda mais sua beleza e seus poderes.

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A bela Afrodite era a deusa protetora de todos que sentem o verdadeiro amor e seu animal preferido era o pombo, pois esta ave, ao nascer, formam casais que vivem juntos até a morte.

Um dos principais deveres da deusa era proteger o casamento e fazer com que os apaixonados cumprissem suas promessas. Nada a deixava mais furiosa do que ver uma promessa de amor quebrada.
Existem vários mitos envolvendo Afrodite e seus poderes de deusa, protegendo casais apaixonados. Como também suas aventuras amorosas e histórias de seu filho Eros. O meu mito preferido é o de Eros e Psiquê. Uma linda história de amor e desafios, onde o amor prevalece, que contarei a vocês em uma outra ocasião. Até! 😉

Anos 40 – A moda e a Segunda Guerra Mundial

Tempos de Guerra: A saia-calça para facilitar a utilização de bicicletas

Após uma década difícil de crise, as coisas pioraram ainda mais com o início da Segunda Guerra Mundial em 1939. Considera-se o ponto inicial da guerra como sendo a invasão da Polônia pela Alemanha Nazista em 1 de setembro de 1939 e subsequentes declarações de guerra contra a Alemanha pela França e pela maioria dos países do Império Britânico e do Commonwealth.

A Guerra durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Contou com mais de 100 milhões de militares e os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Ocorreram muitos ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal e triste da história da humanidade, com mais de setenta milhões de mortos.

Em tempos assim, como se pensar em algo tão “trivial” como a moda? As pessoas estavam preocupadas em sobreviver, escondendo-se em abrigos, vivendo em constante tensão e medo. Moda era a última das preocupações, mas, períodos assim pediram por novas mudanças no modo de se vestir.

Mais uma vez, com os homens nos campos de batalha, as mulheres tiveram de mostrar sua capacidade de superação de tempos difícieis. Durante a Primeira Guerra muitas começaram a trabalhar, e agora não seria diferente. A mão-de-obra ligada às confecções de roupas se tornaram limitadas, obviamente, e o período era de restrições.

 

Até mesmo Madeimoselle Chanel, que mantinha um grande sucesso desde a década anterior, fechou seu atelier e viajou discretamente para o sul, enquanto a França se via tomada pelos combates. Chanel só reabriu seus ateliêrs com o fim da guerra, mantendo aberta apenas sua butique da Rue Cambon, onde os soldados alemãs vinham se abastecer de nº 5 (que já havia sido lançado e era um grande sucesso).

 

A alta costura da época se encarregou de manter o figurino das madrinhas de guerra (mulheres que se encarregavam de animar os combatentes com presentes e cartas) austero e elegante. Porém a falta de materiais disponíveis levou a um inevitável racionamento – as regras de racionamento, impostas pelo governo, que também limitava a quantidade de tecidos que se podia comprar e utilizar na fabricação. A escassez de tecidos fez com que as mulheres tivessem de reformar suas roupas e utilizar materiais alternativos na época, como a viscose e as fibras sintéticas.

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Os cabelos se tornaram mais longos que na década anterior, devido à falta de cabelereiros – afinal a vida não corria seu curso normal – e as mulheres passaram a prender os cabelos com grampos, ou modelá-los em cachos, utilizando também lenços nos cabelos. A guerra mudou completamente a estrutura da indústria da moda. Durante a guerra, Inglaterra e Estados Unidos não podiam se inspirar em Paris no que tange à moda. Os estilistas parisienses haviam perdido sua liberdade de expressão e criação, além de muitos tecidos não serem mais encontrados no mercado ou se tornado muito mais caros como a seda e a renda por exemplo.
Durante a Ocupação as roupas das parisienses se tornam mais pesadas, sérias, e as solas dos sapatos também. Calçados com sola de madeira começam a ser produzidos. É o período que os tamancos usados por Carmem Miranda fazem grande sucesso.

A exuberante e alegre Carmem Miranda levava alegria às massas.

Durante a guerra, o chamado “ready-to-wear” (pronto para usar), que é a forma de produzir roupas de qualidade em grande escala, realmente se desenvolveu. Através dos catálogos de venda por correspondência com os últimos modelos, os pedidos podiam ser feitos de qualquer lugar e entregues em 24 horas pelos fabricantes.
Sem dúvida, o isolamento de Paris fez com que os americanos se sentissem mais livres para inventar sua própria moda. Nesse contexto, foram criados os conjuntos, cujas peças podiam ser combinadas entre si, permitindo que as mulheres pudessem misturar as peças e criar novos modelos.
A partir daí, um grupo de mulheres lançou os fundamentos do “sportswear’ americano. Com isso, o “ready-to-wear”, depois chamado de “prêt-à-porter” pelos franceses, que até então havia sido uma espécie de estepe para tempos difíceis, se transformou numa forma prática, moderna e elegante de se vestir. – Almanaque Folha

Paris é libertada em 1944 e alegria invadiu as ruas da cidade. Em 1945, foi criada uma exposição de moda, com a intenção de angariar fundos e confirmar a força e o talento da costura parisiense. Em 1947, o estilista francês Christian Dior, em sua primeira coleção, surpreendeu a todos com suas saias rodadas e compridas, cintura fina, ombros e seios naturais, luvas e sapatos de saltos altos. O sucesso imediato do seu “New Look”, como a coleção ficou conhecida, indica que as mulheres ansiavam pela volta do luxo e da sofisticação perdidos. O “New Look” se tomou o padrão da década que estava por vir, sobre a qual falaremos numa próxima vez.
Até lá 😉

Hera Рa rainha dos c̩us

Hera, a rainha dos céus e esposa de Zeus, ficou conhecida como uma deusa amarga e vingativa. Mas nem sempre foi assim.

Como vimos anteriormente, Hera, juntamente com seus irmãos, fora devorada pelo pai Cronos e depois libertada por seus irmão Zeus que viria a se tornar o senhor do Olimpo.

Após serem libertos, a titã Réia (mãe deles), se preocupou em deixar os filhos em segurança longe de Cronos. Decidiu então levar Hera, ainda pequena, para a Terra das Hespérides, uma terra distante, onde viviam as três irmãs de Réia, as Horas. Esta terra era considerado um verdadeiro paraíso, lugar tranquilo e próspero.

Ao chegar no local, Réia foi até suas irmãs e explicou à elas o medo que tinha de Cronos. Ele estava furioso e poderia querer destruir seus filhos novamente. Assim, implorou às irmãs que tomassem conta da pequena Hera, pois, além de ser sua filha querida, havia uma profecia de que ela se tornaria a mais importante das deusas.

As três belas deusas Horas, criaram a menina com todo amor e carinho do mundo, ensinando-lhe sobre os deuses, a natureza e o mundo. Hera foi crescendo e se tornando cada vez mais bonita, mas era inteligente também e gostava de aprender o máximo que pudesse. Com as Horas aprendeu que poderia controlar o tempo, criar tempestades, comandar o céu. Descobrindo assim ser uma deusa de grande poder.

Em um desses dias que brincava com seus poderes, viu surgir no céu uma grande águia que voava até ela. Em suas costas a águia carregava o jovem Zeus, que, com ajuda de Hera, mais tarde se tornaria o senhor dos céus e do Olimpo. O jovem e belo deus, convidou Hera para retornar à Grécia e se tornar sua esposa. Ela, por sua vez, aceitou, sabendo que devia a Zeus o fato de estar sã e salva, e imediatamente se tornou sua dedicada e apaixonada admiradora.  Depois da grande guerra entre titãs e deuses, Hera se tornou a terceira e última esposa de Zeus (que por sua vez teve inúmeras amantes mortais). A guerra dos 10 anos e o casamento de Hera e Zeus você pode ver aqui.

 

Ao se casar com Zeus, Hera se torna a primeira dama do Olimpo e rainha dos céus. Com ele teve três filhos: Hefestos, Ares e Ivi (ou Hebe), de quem falamos no artigo sobre o Olimpo. Infelizmente, seu casamento com Zeus não foi o doa mais felizes devido às inúmeras traições do senhor do Olimpo, que continuamente se apaixonava por belas mortais e tinha filhos com elas. Hera aos poucos foi se tornando amarga e implacável, descontando sua fúria pelos subseqüentes atos de infidelidade do marido, em seus filhos bastardos e amantes mortais.

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Como rainha do Olimpo, Hera carregava consigo um cetro real de ouro, como o de Zeus, um lindo diadema de rainha que enfeitava seus cabelos negros, e sentava-se em um trono ao lado de Zeus. Ao seu lado, governava também os céus, as nuvens, a chuva, os raios e tempestades. Quando decidia passear, se utilizava de uma carruagem de ouro puxada por dois belos corcéis. Era a protetora das mulheres, estava presente em todos os casamentos – pois era a padroeira deles – e era o exemplo de esposa devotada e fiel ( por mais que seu marido a traísse). Jamais perdoava as mulheres que traíssem seus casamentos. E castigava severamente qualquer mulher que se metesse entre ela e Zeus. Seus símbolos eram a romã e o pavão.

 

Até a próxima 😉

O Olimpo

Mounte Olimpo por Andy Parkart

Ah, o Olimpo… aquele monte sagrado, a morada dos deuses e suas vaidades. Era o céu dos gregos. E diferente do que muita gente pode vir a pensar, ele não ficava no topo do Empire States Building como mostra no filme “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” .

Para os gregos antigos o mundo se limitava basicamente àquela região onde fica a Grécia. Como se pode ver no mapa abaixo, naquele círculo vermelho marcado é onde se encontra o Monte Olimpo, onde os gregos acreditava, ser a morada dos deuses.

Acreditavam eles, que no alto deste monte (que era um dos mais altos da Grécia), existia uma fortaleza com palácios feitos de puro ouro. Afinal deuses não poderiam morar em casinhas de sapê. Suas moradas eram majestosas e imponentes assim como eles.

As portas do Olimpo eram guardadas por três graciosas deusas, as Horas ( que inicialmente eram três e representavam tanto os três períodos do dia quanto 3 das quatro estações do ano). As Horas cuidavam para que o clima da morada dos deuses estivesse sempre agradável, onde não chovia, não soprava o vento, o céu estava sempre azul e a temperatura agradável. Só quando os deuses saíam que o monte ficava encoberto e protegido por nuvens.

A alimentação dos deuses era algo proibido aos homens. Acreditava-se que sua eterna juventude e imortalidade se dava a ela. Comiam ambrosia e bebiam néctar servidos pela deusa Ivi (ou Hebe), filha de Hera e Zeus, cujo nome juventude. Manteve esta função até que se casou com Hércules (quando este se tornou imortal), quando foi substituída pelo jovem troiano Ganímedes (mas isto é uma outra história, cheia de fofocas que contarei depois).

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Deuses gregos eram inúmeros. Os gregos tinham deuses, ninfas, dríades pra tudo, na verdade. Mas ali no Olimpo viviam os 12 principais deuses. Eram eles:

  • Zeus – Senhor dos deuses, controlava raios e trovões, administrava os céuse era senhor de tudo;
  • Hera –  Rainha dos céus e esposa de Zeus. Padroeira dos casamentos e das mulheres;
  • Poseidon – Senhor dos mares, comandava maremotos. Seu símbolo era o tridente;
  • Deméter – deusa das colheitas, da terra cultivada e das estações do ano. Usava espigas de trigo entrelaçadas aos cabelos;
  • Afrodite – deusa do amor e da beleza. Acompanhada sempre por seu filho Eros, espalhava o amor entre os mortais e deuses;
  • Apolo – o belo deus dos cabelos dourados era o deus do sol, patrono da luz e da música. Estava sempre com uma lira pronto para tocar belas melodias;
  • Ártemis – irmã gêmea de apolo. a deusa doa cabelos castanho-avermelhados era senhoras das noites enluaradas, padroeira das meninas e protetora dos partos. Era também a deusa das caças e estava sempre empunhando um arco;
  • Ares – deus cruel da guerra, sedento de sangue e sempre pronto para a luta. O oposto de Atena;
  • Héstia – a doce deusa protetora dos lares e dos corações apaixonados;
  • Atena – deusa da sabedoria com seus belos olhos azuis, era também deusa das belas artes, e das guerras pela justiça. Portava escudo, elmo e lança;
  • Hefesto – deus coxo que governava o fogo e inspirava a todos que trabalhavam nas forjas;
  • Hermes – com suas sandálias aladas era o mensageiro de Zeus. Padroeiro dos viajantes e dos médicos. Também conduzia os espíritos dos mortos ao submundo de Hades.

Existiam muitos outros deuses importantes que não moravam no Olimpo. Mas deles falaremos mais tarde.

Espero que tenham gostado e até a próxima! 😉

Anos 30 – tempos de crise e o glamour de Hollywood

Se os anos 20 foram marcados por uma certa androginia, os anos 30 trouxeram a feminilidade de volta. Os anos 20 foram leves e alegrem em comparação com os anos 10 e 30. Afinal, foi um período marcado pelo alívio do fim de uma grande e traumatizante guerra e não se tinha ideia do que estava por vir.

Em 1929 as coisas pioraram outra vez. Foi em outubro deste ano que uma Grande Depressão, também conhecida como a Crise de 1929, atingiu as bolsas de valores de Nova Iorque, a New York Stock Exchange, fazendo valores de ações caírem drasticamente. Assim, milhares de acionistas perderam, da noite para o dia, grandes somas em dinheiro. Essa quebra na bolsa de valores de Nova Iorque piorou drasticamente os efeitos da recessão já existente e seus efeitos foram sentidos no mundo inteiro.

Nestes momentos de crise, a rebeldia dos anos 20 é deixada de lado e a silhueta feminina volta a ser como antes. A cintura volta ao lugar (não era excessivamente apertada por espartilhos como no século anterior, mas as curvas voltam a ser valorizadas) as saias se tornam longas novamente e os cabelos voltam a crescer.

Os seios, que na década de 20 foi escondido ao máximo, também voltaram a ter forma. As mulheres então passam a recorrer ao sutiã e a um tipo de cinta ou espartilho flexível. As formas eram marcadas, porém naturais.
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A ênfase não são mais as pernas de fora. Agora o que está em evidência são as costas nuas em decotes generosos, desnudadas até a cintura. Até os vestidos para uso diurno possuíam algum tipo de abertura nas costas e era comum o uso de bolerinhos. As saias eram justas nos quadris, revelando, pela primeira vez na história, o formato do bumbum.

Glamouroso vestido dos anos 30 - costas nuas

Obviamente, em tempos de crise, materiais mais baratos passaram a ser usados e muitas das moças costuravam suas próprias roupas. Curiosamente,  Hollywood foi responsável por uma grande glamourização dos costumes da época, difundindo a moda de então.

Foi a era das divas Katharine Hepburn, Marlene Dietrich, Greta Grabo e Jean Harlow. As deusas do cinema americano eram sedutoras e glamourosas em seus modelos originais, sedutores e fotogênicos. Nas telas os materiais usados eram luxuosos, como peles, musselines, lantejoulas e etc. Os tecidos estampados eram raramente usados. Os cortes dos trajes eram simples, porém valorizando o corpo das atrizes: decotes profundos deixando à mostra o colo, transparências e plumas.

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Bastante interessante foi a popularização da prática de esportes e dos banhos de sol. Nesta década já se sabe da importância de tomar sol e então as roupas de banho que antes eram extremamente comportadas, se tornam mais curtas e com decotes.

Alguns modelos novos de roupas surgiram com a popularização da prática de esportes, como o short, que surgiu a partir do uso da bicicleta. Os estilistas também criaram pareôs estampados, maiôs e suéteres. Um acessório que se tornou moda nos anos 30 foram os óculos escuros. Eles eram muito usados pelos astros do cinema e da música. - Almanaque Folha

O chapéu ainda costumava ser muito usado e os sapatos de luxo tiveram um destaque especial nesta década. Em 1935 o italiano Salvatore Ferragamo lança sua marca que viria se transformar em um dos impérios do luxo italiano. Com a crise que também atingia a Europa, Ferragamo começou a usar materiais mais baratos, como o cânhamo, a palha e os primeiros materiais sintéticos.

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Foi neste período também que o prêt-à-porter começa a surgir. O termo não era ainda usado, mas as botiques surgiam trazendo consigo modelos prontos para vestir.

As crises estavam longe de terminar e no final dos anos 30, a Segunda Guerra Mundial estoura na Europa no ano de 1939. Mais uma vez a moda seria afetada pelos tempos de guerra, que também traria influências sobre o comportamento da sociedade da época. Muitos estilistas fecharam suas maisons ou se mudaram da França para outros países. As roupas mudariam bastante, apresentando uma certa linha militar e saias passariam a vir com abertura lateral, para facilitar o uso de bicicletas. Veremos isso com maiores detalhes em um próximo artigo. Até lá 😉

Ser mulher

Ser mulher não é nada simples, eu posso dizer a vocês.
É se apaixonar e se entregar completamente, ainda que nossa infalível intuição diga que não. É pagar para ver e, por isso, ter o coração arrancado do peito e estraçalhado várias e várias vezes, e ainda assim continuar.
É chorar pelas mágoas sofridas e também pelas alegrias vividas.

É enlouquecer às vezes. De ciúmes, de amor, de estresse, de TPM.

É esperar, querendo ou não, aquele príncipe encantado que nunca chega. E nunca chegará. Se parar para olhar, geralmente somos nós as princesas valentes que acabam salvando aqueles homens que não passam de meninos grandes.  Homens estes que conseguem nos enlouquecer e nunca sabem o que fizeram de errado.
Ser mulher é em algum (ou em vários) momentos da vida é ter raiva destes homens. E ainda assim perdoá-los e amá-los mesmo quando eles sequer o merecem.
É dar uma, duas, três, um milhão de chances e perdoar quantas vezes for. Pois não há mulher que consiga de fato odiar para sempre. O coração de uma mulher é generoso.

É sentir todos os sentimentos do mundo intensamente e, ainda assim, ser prática quando necessário.

É ser altruísta ao ponto de não se importar que seu corpo mude completamente para gerar outro ser. Altruísta ao ponto de se sacrificar e fazer qualquer coisa pela felicidade dos filhos, esquecendo de si própria tantas e tantas vezes.

Ser mulher é se submeter às mais diversas novidades da moda e beleza só para se manter bonita.

Ser mulher é dar duro o dia todo no trabalho, manter a casa funcionando e em ordem (na medida do possível), manter o namorado /marido satisfeito, cuidar dos filhos (quando os tem) e ainda se manter linda e cheirosa em todos os momentos.  Ser mulher é cuidar, é amar.

É ir atrás de seus sonhos ainda que isso lhe custe muito. Pois por mais que tenha medo de se magoar, ela é corajosa o suficiente para enfrentar seus medos. É oferecer o coração em uma bandeja ao homem que ama, mesmo que no fim ele se mostre seu algoz.

E cuidar do intelecto, pois mulher de verdade não é aquela Amélia desmiolada. Nós sabemos que uma mulher de verdade é inteligente e está sempre aprendendo coisas novas. A beleza vem em segundo lugar, mas nunca é deixada de lado. E conhece seus direitos. Não se submete, não se humilha. Ok, às vezes até se humilha. Mas quem não comete erros por amor?

Ser mulher é cuidar do próprio corpo e da alma, é estar sempre insatisfeita com aqueles 2 quilinhos a mais que insistem em não serem eliminados e ainda assim tentar ser a mais sexy do mundo para o homem amado.

Ser mulher é ter um milhão de inseguranças que, paralisariam a mais poderosas das criaturas e ainda assim sair de casa todos os dias e enfrentar o mundo em cima de um salto alto.  É engolir sapos, mas é saber rodar a baiana no momento certo. É saber fazer ouvir sua própria voz. É protestar e trabalhar por um mundo melhor e mais bonito para as pessoas que ama. É saber lutar pelos seus ideais e direitos.

É ir até o fundo do poço. Viver e sentir intensamente seus lutos, e ainda assim, ressurgir radiante como uma manhã de sol. Uma verdadeira e esplendorosa fênix.

Ser mulher não é nada fácil. E isso é algo que nenhum homem jamais vai entender. Ser mulher é ter um milhão de preocupações e mais um pouco, pois nunca – por mais que se revolte contra isso – jamais pensa apenas em si mesma. Adora fazer os outros felizes.

E apesar de tudo isso, apesar de todas as dificuldades (tem muito mais coisas que eu poderia dizer), eu não seria outra coisa. “Cada um sabe a dor a a delícia de ser o que é”, diz a letra da música de Caetano Veloso “Dom de Iludir”. E é por isso mesmo, por saber toda a dor e a delícia de ser mulher, é que tenho orgulho da menina doce e tímida que fui, e da mulher maravilhosa que me tornei.

 

Gentileza gera gentileza

Recebi esta lenda por e-mail, e desconheço o autor. Mas se trata de uma interessante lenda chinesa.

 

Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra.
Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra. Os temperamentos eram muito diferentes e Lin se irritava com os hábitos e costumes da sogra,que criticava cada vez mais com insistência.

Com o passar dos meses, ascoisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto,segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.

Mas Lin, não suportando por mais tempo a idéia de viver coma sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai. Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe:
– Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las coma comida, pouco a pouco, diaapós dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas.

Lin respondeu:
– Obrigado,Mestre Huang, farei tudoo que me recomenda.

Lin ficou muito contente evoltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra. Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse asua própria mãe.

Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durantes estes meses, não teve uma única discussão coma sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela.

As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:
– Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa doveneno que lhe dou.

Mestre Huang sorriu e abanou acabeça:
-Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar.

Na China, há um provérbioque diz: “A pessoa que ama os outros também será amada”. E os árabes têm outro provérbio: “O nossoinimigo não é aquele quenos odeia, mas aquele quenós odiamos” .  As pessoas que mais nos dão dor de cabeça hoje poderão vir a ser as que mais nos darão alegrias no futuro. Invista nelas…cative-as, ouça-as, cruze seu mundo com o mundo delas. Plante sementes. Não espere o resultado imediato…colha com paciência.
Esse é o único investimentoque jamais se perde. Se aspessoas não ganharem, você, pelo menos, ganhará: Paz interior, experiência e consciênciade que fez o melhor.

Zeus se torna o Senhor do Olimpo

Liam Neeson como Zeus em Fúria de Titãs

No artigo anterior sobre Mitologia Grega, vimos que o extremamente mulherengo Zeus salvou seus irmãos de Cronos e se preparava para a grande batalha. No artigo de hoje veremos como Zeus se tornou o senhor dos céus e como se deu seu casamento com a deusa Hera, a belíssima rainha dos céus, que teve um dos vestidos de noiva mais lindos que o olimpo já viu.

Mas antes… vimos que com a poção de Métis, Zeus foi capaz de libertar seus irmãos das entranhas de Cronos. O período que se seguiu foi de preparação para a grande batalha que viria a seguir. Cronos, sabendo da ameaça iminente convocou seus irmãos titãs para serem seus aliados. Zeus, por sua vez, teve o apoio dos jovens poderosos irmãos e contou também com a ajuda do poderoso Oceano e seus filhos Crato (a ordem), Zelo (o trabalho) e Nice (a paz). Ao seu lado também estiveram Prometeu e os gigantes de um olho só, que forneceram os raios para Zeus sair vitorioso na batalha.

Se iniciou então a grande batalha dos deuses contra os titãs, batalha terrível que durou 100 longos anos. Depois de muita pancadaria e destruição, os deuses finalmente derrotaram os titãs e os baniram novamente para as profundezas do tártaro. Só que a Mãe-Terra (Gaia) não ficou nada contente com o que fora feito de seus filhos titãs, e, para punir os deuses, enviou contra eles o monstro Tifão. O dragão gicantesco de cem cabeças foi também derrotado por Zeus, e quando a paz finalmente se estabeleceu, os deuses voltaram ao olimpo.

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De lá de cima do monte Olimpo, em seu suntuoso palácio, Zeus e os demais deuses decidiram que era hora de por o mundo em ordem novamente. Assim, as tarefas foram divididas e cada deus ficou responsavel por algumas coisas.

Zeus se tornou o senhor do Olimpo e dos céus, Poseidon passou a cuidar dos mares e Hades herdou o reino do centro da Terra, o inferno. Deméter passou a cuidar da terra e seus frutos, e Hera, a adorável e bela noiva de Zeus, se tornou rainha dos céus e protetora dos casamentos.

O casamento de Hera e Zeus

A bela Hera, que lutou bravamenta ao lado de Zeus, foi a escolhida por ele para se tornar sua rainha. Apaixonada e dedicada aceitou o pedido e, depois da vitória dos deuses, um lindo casamento se deu.

Seu vestido era uma delicada túnica bordada por fios de ouro. Foi adornada com brincos, colares e pulseiras de ouro e seus sedosos cabelos foram presos e adornados com o diadema real.
A deusa Íris a presenteou com um delicado véu nas cores do arco-íris. E foi assim, majestosa e bela, que a jovem deusa Hera se apresentou diante de seu noivo Zeus.

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Foi o casamento mais lindo que os deuses presenciaram, e foi a celebração do novo período de paz e prosperidade que se iniciava depois da terrível guerra.  Todos festejavam e se alegraram com o anúncio de novos tempos. Ninfas dos bosques cantavam, assim como as oceâniades, as drádes e os demais deuses (uma pena Zeus jamais ter tomado jeito e ter tido inúmeros casos com mulheres mortais e imortais, sendo um verdadeiro teste de paciência e perseverança para Hera… humf, esses homens…).

Stephanides, A Música dos Deuses. Ed. Ediouro
Casamento de Hera e Zeus. Fonte: Stephanides, A Música dos Deuses. Ed. Ediouro

E assim, uma nova era se iniciou na mitologia grega.

Até a próxima!