Tendência, de verdade, é ser sustentável

Olá pessoal, gostaria de pedir desculpas pois estou devendo algumas atualizações aqui. As últimas semanas foram difíceis, resolvendo uns probleminhas, que graças a Deus estão se encaminhando. Semana que vem volto com as postagens sobre história da moda, que tem muito a se contar ainda, das décadas seguintes e também das décadas das quais já falei.

Tem muita história para se contar, sobre estilistas de todas as décadas e curiosidades, que aos poucos vou soltando aqui.

Durante esta semana, acompanhei a polêmica gerada com a última coleção da Arezzo e desde então venho pensado em escrever sobre o tema. Me faltou tempo, mas agora gostaria de expressar algumas considerações.

O lançamento da coleção da Arezzo intitulada Pelemania, gerou uma grande polêmica e isto é fato. Em tempos de conscientização de preservação da natureza e a tomada de atitudes sustentáveis, lançar uma coleção deste tipo foi simplesmente uma grande mancada. Vendo a repercussão extremamente negativa e os diversos protestos que surgiram pelas redes sociais Twitter e Facebook, a empresa correu para tirar a coleção das lojas de todo o Brasil e se desculpou publicamente com comunicados.

Legal, bacana, daí a gente vê a força das mídias sociais nos dias atuais, e a transformação completa da relação empresa- consumidor, que se tornou verdadeiramente direta e estreita. Ponto para a internet.

Mas o que eu gostaria mesmo de abordar é uma outra coisa. Vi que a Arezzo se desculpou dizendo o seguinte:

Somos uma empresa dinâmica e constantemente em busca de inovação; lançamos anualmente  nove coleções diferentes, com cerca de cinquenta temas em linha com as últimas tendências da moda mundial e de acordo com o desejo de nossos consumidores.

Certo, é isso mesmo que as empresas de moda devem fazer. Lançar coleções com as últimas tendências da moda e de acordo com o desejo de seus consumidores.

Pode até ser que a utilização de peles de animais ainda seja tendência em algum lugar desde mundão. Pode até ser. Mas a maior tendência dos últimos anos é – e, acredite, continuará sendo – a Eco-friendly. Então acho que faltou aí uma boa dose de bom senso, e uma pesquisa direcionada ao próprio mercado consumidor. Afinal de contas, o uso de peles, seja como for, já a alguns anos que é sempre questionada e muito rejeitada.

A gente até acredita que, como eles mesmos disseram, as peles fossem certificadas e legalmente liberadas para este fim, mas ainda assim né, faltou bom senso.

Na pré-história, quando tudo o que o homem sabia era que precisava sobreviver, ele se vestia de peles de animais para se manter aquecido e se alimentava daquilo que caçava. Mas aquilo era o comportamento de um homem primitivo, que com o tempo foi descobrindo novas maneiras de sobreviver e as civilizações foram se formando e tudo aquilo que lemos nos livros de história.

O fato é que este tempo ficou para trás, e há muito que não precisamos mais nos vestir com peles de animais. Muito menos usar acessórios com as mesmas. Oras, há quanto tempo existem tecidos e materiais sintéticos para substituir as peles? Há quanto tempo se pensa em preservação de espécies? Há quanto tempo sabemos que se não preservarmos o pouco que nos resta, em breve não teremos mais de onde tirar nossa água e alimentos?

Então, né, por mais alienada que uma consumidora pode ser, a maioria da população mundial já sabe que é preciso tomar atitudes sustentáveis. Todos sabemos que temos muito mais do que realmente precisamos.

Então, amigos, fica a dica: Chique mesmo é ser Eco-friendly. Usar pele de animal é de extremo mau-gosto.

E duas regrinhas básicas na moda: Menos é mais. E bom-senso é tudo.

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