Medo de compromissos

 

No último final de semana eu assisti na tv ao filme “Verdade Nua e Crua“. É legalzinho, diverte, a gente consegue dar boas risadas e tchanan, um final feliz que as comédias românticas pedem. Mas é só um filme.

O filme conta a história do típico cara que tem medo de compromissos e da garota que sonha com seu príncipe encantado. Isso existe,  aos montes por aí. O cara se faz de descolado, muito esperto, diz que o amor não existe e bla bla bla, e tem aquele discurso típico machista que romance é bobagem, que o negócio é só fazer sexo e pronto. E lá pro final descobrimos que o moço só ficou assim (tadinho né) depois de algumas decepções amorosas.

Enfim, ele tem medo de se comprometer, medo de amar e acabar sozinho de novo. Ai, tadinho, mais uma vez. Me deixa contar um segredinho: todos temos esse medo com maior ou menor grau.

Só que tem muita gente por aí que tem verdadeiro pânico de assumir um compromisso. Tanto homens quanto mulheres. Antigamente eram mais os homens, hoje em dia, acho que meio que está igual.

Mas enfim, no filme o amor (ah, o amor) cura absolutamente tudo e todos ficam felizes para sempre.  Isso não existe. Seria bom se a vida fosse uma comédiazinha romantica, mas não é.

A pessoa que tem medo de compromissos não vai se curar simplesmente por ter se apaixonado. A princípio pode até assumir um namoro e tudo ir às mil maravilhas, até que, um belo dia, dá algum tipo de gatilho na cabeça do medroso e ele começa a fazer de tudo pra sabotar o relacionamento. E nem é por mal não, não é de maneira consciente. O medo do infeliz simplesmente é mais forte e ele começa a surtar. Começa a querer desaparecer, dando umas sumidas doidas, pára de dizer que ama e, quando ouve essas palavras, disfarça como pode pra não ter que responder. A vida de quem ama esta criatura covarde se torna em um verdadeiro inferno! Pois quando ele se sente novamente carente, ele volta pedindo atenção de novo. E se justifica dizendo “é que eu tenho medo de compromissos!!!”

A pobre coitada (ou pobre coitado) aceita esta pessoa egoísta e instável de volta – é, sim, egoísta, jamais se coloca no lugar do outro – pois ama e acha que se tiver um pouco de paciência, tudo se acerta. Bela ilusão. Nada se acerta. Não dou duas semanas pro cara surtar de novo e começar a afastar quem o ama.

O fato é que quem ama a criatura que tem medo de compromissos, come o pão que o diabo amassou. Portanto, se você tem medo de se relacionar e se comprometer, então não o faça. Procure um analista, resolva seus problemas e pare de fazer os outros sofrerem, pois eles podem gostar de verdade de você e não merecerem conviver com a sua insegurança, desaparecimentos, afastamentos, comportamento egoísta e etc. Tenha ao menos a coragem de assumir que tem um problema e deixe o seu parceiro(a) ser feliz em outro lugar.

Atena – a deusa da sabedoria

Atena não poderia ser outra coisa que a deusa da sabedoria. Afinal, ela é a deusa que nasceu da cabeça de Zeus.

Ela é filha de Zeus e a deusa que foi sua primeira esposa quando ainda era jovem, a deusa Métis, aquela que o ajudou a salvar seus irmãos do estômago de Cronos. Tudo ia bem quando Gaia, anunciou a Zeus uma profecia: ele teria um filho que faria com ele o mesmo que ele fez com o pai, destronando-o. Esse perigoso deus, seria o segundo filho de Zeus com Métis. O primeiro era Atena, já no ventre de Métis, que seria uma deusa tão sábia e tão poderosa quanto Zeus.

Gaia previu que Atena seria boa filha e o ajudaria em suas tarefas mais do que qualquer outro deus. Porém o segundo filho seria ainda mais sábio e corajoso, porém cruel, ambicioso e destruiria Zeus. Para evitar tal destino, Zeus arquitetou um plano. Mandou chamar sua esposa Métis e conversa pra cá, namorinhos pra lá, a abraçou carinhosamente quando ela adormeceu, e a absorveu para dentro de si, a tornando parte dele (outra versão conta que eles brincavam de se transformar em animais, e quando Zeus se transformou em algo maior que ela, a engoliu. Mas acho a outra versão mais bonitinha).

Ao absorver a deusa, absorveu dela toda sua sabedoria e o poder de conhecer o bem e o mau. Assim, não havia mais perigo para Zeus. Só que ao absorver a deusa, Zeus também absorveu a filha que estava no ventre da mãe. Como sabemos que homens não podem dar à luz (graças a Deus, pois imagina o caos que seria), Atena tinha que sair de algum lugar. Um dia Zeus começou a sentir dores de cabeça incontroláveis. Imagina uma enxaqueca na intensidade da dor de um parto. Deve ser bem por aí, imagino. Desesperado com o sofrimento, Zeus ordenou que Hefesto desse uma martelada na cabeça dele. O deus coxo assim o fez e tchanan! Um clarão de uma estranha luz saiu da cabeça de Zeus e eis Atena. A deusa que nasceu da cabeça do deus dos deuses era uma linda jovem de olhos azuis, profundamente sábia, corajosa e forte. Usava uma túnica comprida e um elmo, e carregava consigo uma lança e um escudo.

 Athena's "Birth" - Marvel Comics

Ela já chegou entre os deuses triunfante e majestosa e todos a admiraram imediatamente de tão encantados que ficaram com ela. Em agradecimento à recepção calorosa, Atena inclinou a cabeça a Zeus e aos demais deuses. E acreditando que sua aparência não era das mais agradáveis devido à sua armadura, retirou o elmo, e o escudo e os depositou, junto com sua lança aos pés de seu pai, dizendo esperar jamais ter que usa-los.

 

Zeus sorriu emocionado pelo gesto de submissão da filha que acabara de conceber de sua mente, e a partir daquele momento, Palas- Atena se tornou a filha predileta de Zeus. Palas significa “donzela” e Atena era assim chamada por haver decidido, assim como Ártemis, jamais se casar, sendo assim, independente e livre da sominação do homem. Apesar de ser excelente estrategista, Atena detestava as guerras e só usava suas armas quando extremamente necessário. Era muito poderosa, e por isso, era praticamente invencível. Era chamada de Atena-Nike pelas suas vitórias (Nike significa vitória). Ao fim de suas lutas, sempre depositava novamente aos pés do pai suas armas. E jamais contava vantagem sobre suas vitórias.

Era uma deusa humilde e se dedicava a diversos trabalhos, manuais ou intelectuais. Sempre tinha novas ideias para ajudar a humanidade de alguma maneira. Se foi Deméter que ensinou os homens a arar a terra, foi Atena que fez melhorias no sistema, e o homem passou a fazer seu trabalho nos campos com ajudas de animais, como bois, por exemplo. Logicamente, a humanidade passou a produzir mais alimento com as novas técnicas criadas por Athena.

 

Um dos seus trabalhos manuais preferidos era tecer e bordar em seu tear. Criava roupas para os deuses, e peças de tapeçaria com imagens de cenas gregas perfeitas. Seus trabalhos eram perfeitos, impecáveis e maravilhosos. Muitas mortais aprenderam com a própria deusa a tecer e bordar.

Mas uma mortal, chamada Aracne, princesa do reino da Lídia, se orgulhava de seus próprios trabalhos e por vaidade decidiu desafiar Atena. Bem, por mais justo e bom que um deus grego seja, não é nunca uma boa ideia desafiá-lo. Nunca acaba bem. Atena aceitou o desafio da princesa e se pôs a trabalhar ao lado dela. Atena teceu uma cena de deuses e mortais muito interessante e Aracne, muito da impertinente, teceu uma cena onde os deuses eram representados de maneira pejorativa, ou seja, a peça insultava todos os deuses. A obra era tecnicamente perfeita, mas Aracne precisava de uma lição. Atena destruiu a peça e Aracne se sentiu tão humilhada que tentou se matar enforcada por uma corda. Mas Atena a libertou e transformou em um inseto, determinando que ela deveria continar viva, tecendo como antes, porém pendurada por uma corda. E assim surgiram as aranhas.

Os símbolos de Atena são a Oliveira e a Coruja.