História da Arte – A pré-história

Vamos começar com a então prometida série sobre História da Arte. E como toda boa história, ela tem um início, um meio, mas o fim ainda está por vir. Afinal uma história que começou com a humanidade, só acaba com ela. E é por isso que irei contá-la desde o início, procurando respeitar a ordem cronológica dos fatos. Em alguns momentos coisas diferentes poderão ter acontecido ao mesmo tempo, e aí a história de um povo entra pela de outro, fazendo uma mistura. Mas isso será destrinchado da melhor maneira possível. 😉

Mas vamos começar do início. Como já citei, a história da arte nasce praticamente junto com a história do homem. A arte é um dos fatores que ajudam a entender a nossa história, os costumes da época, de onde viemos, como pensávamos, como vivíamos. Infelizmente os registros pré-históricos não são vastos, o que ainda faz com que aquele período seja bastante misterioso para nós. Historiadores, com a ajuda da arqueologia, continuam explorando este terreno para que possamos aprender um pouco mais.

Mais eis um resumo do que se sabe até agora.

A data do aparecimento do homem ainda é discutida entre arqueólogos e antropólogos da atualidade, mas acredita-se que o homem (homo sapiens) como conhecemos tenha surgido há 42000 anos antes de Cristo aproximadamente.

Obviamente, naquele tempo, a principal preocupação era a necessidade da sobrevivência: comer, se proteger, ter onde dormir, sobreviver mesmo. Afinal naquele tempo não haviam casas, supermercados, carros, nada. Era o homem e a natureza, e a constante preocupação em como se alimentar e viver da melhor maneira possível. Nada se sabia. Não existiam ferramentas além das próprias mãos. Um mundo inteiro para descobrir, e tudo para ser inventado. Não foi à toa que os primeiros homens foram viver em cavernas, numa tentativa de se protegerem de todos os perigos, como animais selvagens em busca de comida ( e o homem poderia ser uma presa fácil), as mudanças climáticas e etc.

Costuma-se dividir a pré-história em 3 períodos básicos: Paleolítico (500000 / 10000 a. C.), Neolótico (10000 / 5000 a. C.) e Idade dos Metais (5000 a.C.).

As primeiras manifestações artísticas (arte rupestre) surgiram no Paleolítico Superior – período no qual foram feitas as primeiras ferramentas. O fogo já havia sido descoberto o que fora de extrema importância para a sobrevivência humana. Deste período foram encontrados anzóis primitivos, bifaces, machados de mão, agulha de osso, entre outros. Por volta de 40.000 a.C. datam as pequenas esculturas femininas, as Vênus esteatogípeas. São esculturas que representam o corpo da mulher de maneira exagerada. Elas tem algumas características em comum,  muitas delas são de mulheres obesas ou grávidas ou extremamente esbeltas com silhueta afinada. De seios, barriga, vulva e glúteos exagerados, tendo como significado a importância da fertilidade, e representando a organização matriarcal dos clãs daquele período. Eram feitas em pedras moles, como esteatite, calcita ou calcário, ossos ou marfim, ou ainda criadas em argila e depois aquecidas.

Uma das mais famosas estatuetas é a Vênus de Willendorf que foi encontrada em 1908 em um depósito de Loess, no vale do Danúbio, na Áustria.

Estatuetas vênus esteatopígeas, período Paleolítico - Vênus de Willendorf

Outra importante representação do período paleolítico é a Vênus de Laussel ou “mulher com corno“. Foi descoberta em 1909 pelo doutor Lalanne,  localizado na estação arqueológica de Laussel na localidade de Marquay, na Dordonha francesa.

Estatuetas vênus esteatopígeas, período Paleolítico - Vênus de Laussel

Já as primeiras manifestações pictóricas, acredita-se que tenham sido de aproximadamente 30.000 a. C., como as marcas das palmas das mãos na Gruta de Gargas. Estas pinturas rupestres da caverna localizada na Patagônia se tornaram Patrimônio Histórico Mundial da Unesco em 1999.

 "Caverna das Mãos" - pintura rupestre (paríodo Paleolítico) em paredes da caverna localizada na Patagônia.

 

Entre 14.000 ne 13.500 a.C. surgiram as primeiras pinturas mais elaboradas. Feitas com pigmentos naturais, carvão triturado e gorduras animais como aglutinantes, as pinturas eram feitas nas paredes das cavernas, e as mais famosas delas são touros de enormes dimensões nas cavernas de Lascaux na França. Da mesma época destacam-se também os bisões pintados na Gruta de Altamira, na Espanha. Aqui no Brasil também foram encontradas pinturas do mesmo período, o que têm feito ser repensada a ocupação o território americano. Ao contrário do que antes se acreditava, o território americano foi ocupado pelo homem primitivo assim como o território europeu.

Touros das cavernas de Lascaux, França

 

Já durante o período Neolítico (Pedra Polida –  10.000 / 5.000 a.C.), acerca de 4.000 a. C. a roda foi inventada. Os responsáveis por isso foram os Sumérios, na Mesopotâmia. Foi no mesmo período que se desenvolveram comunidades, e os métodos agrícolas e pecuários passam a ter maior importância na sobrevivência do homem. Agora não dependiam apenas da caça para comer e podiam se fixar por mais tempo em um lugar. São os primeiros conceitos de sociedade surgindo.

Aqui, as pinturas rupestres ganham figuras humanas em várias partes do globo e se deu-se o aparecimento das primeiras cerâmicas, tecelagens e cestarias. Eram muito utilizadas as formas geométricas como padronagens e motivos decorativos em vasos, tecidos e cestos.

Na Idade dos Metais (5.000 a. C.), com o desenvolvimento da metalurgia, o avanço do homem passa a tomar dimensões consideráveis. Este período traz mudanças definitivas para a evolução humana. A utilização dos metais ocorre principalmente no Oriente, indo em seguida para a Europa. Até 1.000 a.C. foi o período conhecido por Idade do Cobre, seguida pela Idade do Bronze e depois pela Idade do Fero.

 

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais da nossa história através da arte. Até o próximo capítulo! 😉

Referências Bibliográficas:

. FERREIRA, Hélio Márcio Dias. Uma História da Arte ao Alcance de Todos. Rio de Janeiro: Publit Editora, 2006.

. Wikipédia

 

A volta de Black Sabbath

Logo Black Sabbath

 

Quem é fã de Black Sabbath provavelmente já deve estar sabendo da proximidade do lançamento do novo álbum da banda. Depois de muitas idas e vindas, em 2011 a banda decidiu se reunir novamente e a promessa é do lançamento de um álbum de inéditas para 2013.

A banda considerada uma das principais principais pioneiros do heavy metal, é formada atualmente por seus integrantes originais por Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo), sem incluir aí o baterista original Bill Ward.

Vale sempre recordar também a curta, mas importantíssima participação do -infelizmente já falecido – Ronnie James Dio como vocalista do Black Sabbath. Dio, uma lenda do Heavy Metal merece todo nosso respeito e admiração. Foi ele quem fez o famoso gesto de “chifres” com a mão, em uma turnê do Sabbath. O gesto hoje é uma espécie de “sinal de reconhecimento” pelos amantes do metal.

A banda não cansa de postar nas diversas redes sociais as novidades sobre as gravações deixando os fãs cada vez mais ansiosos. Aliás, a fanpage da banda no Facebook é divertidíssima, sempre propondo interações, tais como colocar antigas fotos dos integrantes nos palcos ou videos, e pedindo legendas para elas aos fãs.

 

Entrevista no estúdio de gravação com  Jose Mangin para o Ozzy's Boneyard channel no SiriusXM Radio - foto tirada do Facebook da banda
Entrevista no estúdio de gravação com Jose Mangin para o Ozzy’s Boneyard channel no SiriusXM Radio – foto tirada do Facebook da banda. 2013.
Fotos de estúdio de gravação do Black Sabbath. Fotos tiradas do Facebook da banda. 2013.
Fotos de estúdio de gravação do Black Sabbath. Fotos tiradas do Facebook da banda. 2013.
Ozzy Osbourne,  Geezer Butler, e o produtor Rick Rubin em um momento de entrevista. Foto do Instagram da banda. 2013.
Ozzy Osbourne, Geezer Butler, e o produtor Rick Rubin em um momento de entrevista. Foto do Instagram da banda. Black Sabbath 2013.

 

Dois clássicos do Sabbath pra você que não conhece, e pra você que sempre curte ouvir:

 

Iron Man Рhoje m̼sica tema do filme Iron Man (reconhece n̩? =))

Black Sabbath – do álbum de estreia da banda, também chamado Black Sabbath, lançado em 1970. A música polêmica, explora o trítono (intervalo entre duas notas musicais, que possua três tons exatamente), que dá o ar pesado à melodia, traduzindo a principal proposta do Sabbath na época, que era explorar o tema do ocultismo. Por pura diversão, pois apesar do Ozzy ser famoso por devorar cabeças de morcego, os caras não são adoradores do capeta como foram acusados algumas vezes. Pura ignorância popular. =)

Outros clássicos:
War Pigs

Paranoid

The Wizard

Nem preciso dizer que estou ansiosa pra ver o que vem por aí, né? E vocês?

 

—- Atualização —-

A banda anunciou duas coisas bem bacanas nos últimos dias:

  • O álbum intitulado 13 está previsto para ser lançado em junho! \o/
  •  A banda tem intenção de vir fazer uma turnê na América do Sul em Outubro.

E com isso os fãs vão ficando cada vez mais ansiosos =D

Semana da Alta-Costura em Paris РPrimavera-Veṛo 2013

Para quem não sabe, a moda tem duas grandes vertentes quando se trata de desfiles e coleções: Alta-Costura e prét-a-porter.

Para resumir a Alta-Costura se refere àqueles vestidos super glamourosos, chiquérrimos, e de preferência exclusivos q, por causa disto mesmo, custam os olhos da cara mais um rim. Os típicos vestidos vistos nos Red Carpets.

Já o prét-a-porter , do francês “pronto para vestir”, é literalmente o que o nome diz. São destas coleções os desfiles mais frequentes e o objetivo é deixar a mulherada enlouquecida sobre o que usar na próxima estação. São um pouco mais acessíveis. Na verdade deveria ser acessível, mas para muitas de nós meras mortais, custa só um dos olhos da cara.

Disto isso, vamos ao que interessa: A Semana da Alta Costura de Paris, coleções de Primavera-Verão 2013. Nesta última semana, a Cidade Luz recebeu (além de muita neve) a semana da alta-costura, e com ela os grandes nomes da moda apresentaram seus belos trabalhos. Se eu fosse uma princesa, cer-te-za que teria escolhido alguns vários para mim para usar naqueles bailes de filme.

Enfim, eis uma seleção de alguns dos mais bonitos, excêntricos, exóticos, não necessariamente nesta ordem, mas os principais que me chamaram a atenção por algum motivo. (Não foi uma seleção fácil)

 

Desfile da Chanel na Semana de Alta Costura em Paris - Primavera/ Verão 2013
Chanel
Desfile da Dior na Semana de Alta Costura em Paris - Primavera/ Verão 2013
Dior
Desfile da Giorgio Armani na Semana de Alta Costura em Paris - Primavera/ Verão 2013
Giorgio Armani Privé
Desfile de Jean Paul Gaultier na Semana de Alta Costura em Paris - Primavera/ Verão 2013
O sempre excêntrico Jean-Paul Gaultier
Desfile de Valentino na Semana de Alta Costura em Paris - Primavera/ Verão 2013
Valentino
Desfile da Versace na Semana de Alta Costura em Paris - Primavera/ Verão 2013
Versace
Desfile de Zuhair Murad na Semana de Alta Costura em Paris - Primavera/ Verão 2013
Zuhair Murad e criações inspiradas em deusas gregas, tudo a ver com o Democracia Fashion, não acham? 😉

 Este foram apenas algum dos diversos desfiles que encantaram os parisienses e fashionistas na ultima semana. para ver mais dá uma passadinha no site da Lilian Pacce. Tem tudo lá. 😉

Até a próxima!

 

Poseidon – o senhor dos mares

Escultura de Poseidon em Copenhagen

O deus grego da semana é Poseidon, o senhor dos mares, um dos três grandes da tríade composta por Zeus, Poseidon e Hades. O deus que recentemente ficou famoso entre os adolescentes por causa do filme Percy Jackson.  Vamos à sua historia.

Depois da guerra de 100 anos entre deuses e Titãs, Zeus tomou o poder no Olimpo e e dividiu os domínios do mundo entre seus irmãos. Zeus ficou com o domínio dos céus como já vimos anteriormente, Poseidon com o reino dos mares, e Hades com o reino do submundo (o inferno).

Poseidon – conhecido na cultura romana como Netuno – era essencialmente um deus bom. Mas por ser extremamente poderoso, era bastante respeitado e temido. Em seus acessos de fúria, poderia causar grandes estragos, e os navegantes o adoravam e temiam exatamente por essa razão. Uma vez nos domínios de Poseidon, tudo poderia acontecer, e ninguém, em sã consciência, desejava enfrentar a fúria dos mares.

O poderoso deus era normalmente representado como um homem de barba e seu símbolo e arma era tridente, o qual era usado para bater o mar e para separar pedaços de rocha. Nas representações ele é frequentemente acompanhado por um golfinho.

Poseidon do filme Fúria de Titãs 2 - ator Danny Huston

A esposa de Poseidon era a nereida (ninfa do mar) Anfitrite. Ao conhece-la se apaixonou, mas a princípio a nereida o rejeitou e se escondeu nas profundezas dos mares. Ele não desistiu dela, e aos poucos ela foi mudando de ideia, decidindo, por fim, casar-se com Poseidon e tornando-se a rainha dos mares. Eles tiveram diversos filhos, entre eles o Tritão, um deus metade homem e metade peixe. Tritão era um fiel servidor de seus pais, atuando como seu mensageiro e acalmando as águas do mar para que a carruagem de Poseidon deslizasse com segurança. Para tal ele se utilizava de búzios como instrumento, produzindo assim uma música apaziguadora.

Poseidon, porém, assim como seu irmão Zeus, não era exatamente fiel. Se encantou por diversas outras deusas, semi-deusas e mortais, tendo diversos filhos fora de seu casamento. Muitos de seus filhos ilegítimos eram monstros e gigantes, que poderiam ser tão brutais quanto à ira de seu pai.

Um de seus filhos mais cruéis era o ciclope Polifemo. Filho de Poseidon e da ninfa Teosa, vivia uma existência solitária em uma caverna próxima à Sicília (junto ao Etna), cuidando de ovelhas. Na história de Omero, Polifermo é ferido em seu único olho por Odisseu (Ulisses) quando este e sua tripulação voltavam para casa depois da Guerra de Troia. Ele pede ao pai por vingança e Odisseu passa o resto da viagem de navio enfrentando a ira de Poseidon.

Alguns autores afirmam que ele era também o pai do belíssimo Pégasus, a belíssima figura mitológica de um cavalo branco e alado. Ele teve este filho com Medusa, antes dela ter sua beleza amaldiçoada por Atena. Em outra versão, Pegasus teria nascido do sangue que jorrou da cabeça de Medusa, quando esta foi cortada por Perseu.

 

Uma das mais famosas histórias envolvendo Poseidon, envolve também a deusa da sabedoria Atena. Certa feita, ambos disputavam o domínio de uma bela cidade. Ambos queriam ser adorados por aquele povo.  A fim de vencer a disputa, Poseidon presenteou os habitantes com uma fonte na Acrópole. Atena, por sua vez,  lhes entregou uma oliveira. A população da cidade preferiu os frutos que a oliveira poderia lhes dar e acabaram escolhendo Atena como padroeira da cidade que passou a se chamar Atenas. Aborrecido, Poseidon provocou uma inundação na planície de Elêusis.

Atena confrontando Poseidon, pintura em vaso, século VI a.C.

Poseidon era um pouco estrela, um pouco temperamental, um pouco cheio de si, mas não era um mau deus, não chegava a ser considerado injusto. Nos livros de Percy Jackson, e no filme também, ele nos passa a impressão de ser um deus bacana, apesar do temperamentalismo. Afinal, estrelismo era algo inerente à todos os deuses, raros eram os que transmitiam humildade. Então, que mal tinha, não é mesmo?

 

Poseidon do filme e livro Percy Jackson

Espero que tenham gostado! Conto mais histórias envolvendo os deuses, figuras mitológicas e seus filhos mais adiante. Semana que vem vou falar do último (mas não menos importante) deus do Olimpo. O último dos três grandes, o sombrio Hades, senhor das profundezas.

 

 

Caveira até no gelo

Caveirinhas. Caveirinhas para todos os lados. Nas estampas, nas bijoux, nos acessórios, nos sapatos,nos cadernos, nos lápis, até nas unhas se deixar. Caveirinhas agora até no gelo do seu drink.

Até bem pouco tempo atrás, usar caveira era algo considerado de mau-gosto. E quem curtia essas coisas, ou curtia um rock n’ roll, ou um Heavy Metal, ou era gótico. De um jeito ou de outro, tudo isso estava à margem. E eu bem sei que, se você usasse essas coisas, automaticamente te olhavam feio nas ruas e achavam que você tinha um pacto com o capeta. Essa é a verdade. E aí veio o filme do bope. E de repente era legal ser “caveira!”.

E aí, um belo dia eu acordei e vi que estava to-do-mun-do usando caveirinha. Caiu no gosto popular, não sei bem o porquê. Mas caiu. E aí acontece que hoje em dia qualquer pessoa se acha o(a) rockeiro(a) por usar uma caveirinha. Mas ok, não vamos entrar nesse mérito.

O lado bacana de toda essa história é que, com a popularização das antes marginalizadas caveirinhas, designer estão criando todo tipo de estampa, ilustrações e produtos super legais com esse tema. Um exemplo disso é a fôrma para gelo em forma de crânio da Gama-Go.
fôrma de gelo em forma de crânio fôrma de gelo em forma de crânio

gelo em forma de crânio

A fôrma custa 12 Obamas (dólares) no site da Gama-Go. Não é barato, verdade, mas dá para encontrar por aqui mesmo, algo parecido, como forminhas de silicone com formato de caveirinhas, como essas abaixo que encontrei navegando em vários sites que importam e vendem objetinhos de decoração.

fôrma de gelo em forma de crânio e ossos - feita em silicone

Mas uma das coisas mais legais que vi por aí, foi esse copo em forma de crânio. Também é encontrado em lojas de decoração diversas.

copo em forma de crânio

E aí? Inspirado para tomar um drink neste sábado à noite? 😉

 

P.s.: Adorei as ilustrações do novo seriado da Globo “Pé na Cova”. Essas caveirinhas são divertidíssimas. Infelizmente perdi a estréia da série, mas tem cara de ser bem divertido, como tudo que o Miguel Falabella faz.

Logo da Série Pé na Cova da Globo

The Killers – Here With Me

A canção “Here With Me” é super água-com-açúcar, mas o seu vídeo oficial deixa todo o romantismo dela de lado e nos apresenta uma história bizarra. Bem ao estilo de Tim Burton, que dirige o videoclipe, e nos apresenta um garoto esquisito (o ator Craig Roberts), completamente obsecado pela atriz Winona Ryder.

Quando assisti, confesso que a música ficou completamente em segundo plano pra mim. Não conseguia desgrudar os olhos da história tétrica com um final esquisitão. Mas não poderíamos esperar menos de Tim Burton. Seu estilo é inconfundível, e na minha opinião, genial à sua maneira. Pena que rouba totalmente a cena, e a música (e os músicos) servem só como m complemento.

 

Editorial Barroco Рforte tend̻ncia de inverno 2013

O site “How to Spend it” do Financial Times (um jornal internacional de negócios com sede no Reino Unido) fez um editorial super bacana – mais ou menos em outubro do ano passado – completamente inspirado no Barroco, uma das principais tendências do Outono-Inverno de 2013.

O editorial chamado de “Ornate Expectations” (em português “Expectativas Ornamentais” foi fotografado por Andrew Yee e styling de Damian Foxe. As fotos de apelo romântico, apresentam um cenário composto por peças de mobiliário antigo, as vestimentas são trabalhadas aos mínimos detalhes e tudo tem um quê de decadance avec elegance.  As vestes são dos mais variados estilistas, tais como Valentino, Alexander McQueen, Balmain, Dolce & Gabbana and Vivienne Westwood’s Gold Label para citar alguns. Confira abaixo algumas das fotos e o serviço do editorial.

Editorial de Moda inspirado no Barroco

Editorial de Moda inspirado no Barroco

Editorial de Moda inspirado no Barroco

Editorial de Moda inspirado no Barroco

Editorial de Moda inspirado no Barroco

 

Magazine: FT How To Spend It
Editorial: Ornate Expectations
Modelos: Nina Porter, Laura O’Grady, Louisa Facchino-Stack, Mary Ballantyne, Edda Oscars, Kiera, Elenor Hayes, Sam Rollinson
Cabelo: Ernest Montenovo
Maquiagem: James O’Riley
Stylist: Milly Simon
Fashion Director: Damian Foxe
Photographer: Andrew Yee |Atelier Management|

Fontes: trendhunter.com, howtospendit.ft e designscene.net

H̩stia Рa deusa protetora dos lares

Depois de uma longa pausa, eis que estamos de volta com a nossa série sobre Mitologia Grega. E desta vez vamos apresentar uma das deusas mais doces do Olimpo, mas menos conhecida também.

 

 

Deusa Héstia
Ilustração tirada de: http://confessionsofacollegewitch.tumblr.com
Autor desconhecido 

 

A deusa Héstia, uma das irmãs de Zeus, nasceu logo depois de Hera e Deméter. Apesar de não ser muito citada nas histórias, era uma das deusas mais queridas entre os deuses do Olimpo e mortais. A doce Héstia era considerada a personificação da segurança do lar,  da moradia, do aconchego da família. Apesar de seu temperamento maternal, Héstia preferiu se manter virgem fazendo voto de castidade perante o senhor dos deuses, seu irmão, Zeus. Permanecendo assim solteira e firme em sua decisão, recebeu de Zeus a honra de ser cultuada sempre em todos os lares e templos, e respeitada por todos os deuses e mortais.

A mais gentil e preciosa das deusas era adorada por toda parte como protetora das cidades e das famílias. Tendo como simbolo o fogo da lareira, sua chama sagrada brilhava continuamente nos lares e templos e quando os gregos fundavam cidades fora da Grécia, levavam parte do fogo da lareira como símbolo da ligação com a terra materna e com ele, acendiam a lareira onde seria instalado o poder político da nova cidade.

Os viajantes, ao chegarem a uma cidade de destino, tinham como costume fazer um sacrifício em honra à deusa antes de qualquer outra coisa.

Com toda a sua simplicidade e gentileza, a deusa jamais era esquecida, por mais tímida que fosse e por mais que preferisse não aparecer muito, estava sempre presente no coração de todos. Era representada como uma mulher jovem, com uma larga túnica e um véu sobre a cabeça e sobre os ombros e para os romanos tinha o nome de Vesta.

Em Roma, suas sacerdotisas eram chamadas vestais.  As vestais faziam voto de castidade e deveriam servir à deusa durante trinta anos. Lá a deusa era cultuada por um sacerdote principal, além das vestais.

Resumindo: uma deusa discreta, amável, protetora e querida.

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Semana que vem vamos falar do poderoso e temido Poseidon, o senhor dos mares, um dos três grandes.

Espero que tenham gostado! Até a próxima 😉

 

Ilustra̵̤es de Andrew Lyons РJazz e Cubismo como inspira̤̣o

Navegando por aí descobri as lindíssimas ilustrações de Andrew Lyons que me deixaram fascinada.

O traço simples, as cores incríveis e a música como um dos principais temas, me chamaram a atenção. O  ilustrador baseado na Normandia, França, conta em seu site ele que, além do interesse pelo jazz e pelo Cubismo, a paixão pelos livros do personagem Tintim (aquele do desenhista Hergé que ganhou uma versão cinematográfica de Spilbergh recentemente) inspiram o seu trabalho de ilustração. Antes de ir para a França, ele estudou na Cardiff School of Art, no Reino Unido.

 

Olhem que bacanas as ilustrações dele: angelweb1_alyons_905 caf_web_905 cafe_concert_webrs_905 moonlight_detail_web_905 quartet_web_lyonsa_905_905

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Conheçam mais trabalhos do artista em seu site: http://www.lyonsa.com/